Estado como único acionista do SIRESP é medida política

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Ter o Estado como único acionista do SIRESP, Sistema Integrado de Redes de Emergência, não garante que situações como a de Pedrógão Grande não voltam a acontecer. Joaquim Sande Silva, especialista em incêndios florestais e membro do Observatório dos Incêndios Florestais, fala de uma medida política do Governo e acrescenta que nada garante que o sistema passará a funcionar melhor.

O Presidente da República promulgou o decreto do governo que dá luz verde à compra da empresa que gere o SIRESP por parte do Estado português.

“Dificilmente a medida vai ter efeitos práticos no combate aos incêndios”, garante o especialista. “Dizer que o sistema vai funcionar melhor ou pior (…) é mera especulação”, lembrando no entanto, que o relatório da comissão independente que analisou os incêndios de 2017 chamava a atenção para o sistema de comunicações.


“Não dá garantias nenhumas”, reforça o especialista, em entrevista à Antena 1.

Sande Silva acredita que agora o Estado ganha mais responsabilidade política com a compra do SIRESP e passa a ser mais fácil responsabilizar quem falhou.



Hoje passam dois anos desde os incêndios de Pedrógão Grande, que fizeram 66 mortos. O dia é de homenagem às vítimas, com várias iniciativas, um concerto solidário e uma missa.

O primeiro-ministro António Costa vai estar no concelho de Castanheira de Pêra, onde estará reunido com os autarcas dos municípios atingidos. Vai assistir a uma missa em honra e memória das vítimas, ao lado do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

O incêndio de Pedrógão Grande começou na tarde de 17 de junho de 2017 e atingiu também outros concelhos. Mais de 250 pessoas ficaram feridas. O fogo destruiu cerca de 500 casas e 50 empresas.


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Estado, Pedrógão Grande, SIRESP, compra, incêndios,

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