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Estudo revela que somos um país cada vez mais envelhecido com maior desigualdade

Estudo revela que somos um país cada vez mais envelhecido com maior desigualdade

A Fundação Francisco Manuel dos Santos esteve a comparar os municípios portugueses em matéria de bem-estar de desigualdade social e concluiu em quase um terço dos municípios de Portugal mais de metade das famílias são pobres e há mais idosos do que crianças em 96% dos concelhos do país.

Arlinda Brandão /

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Estas são duas das muitas conclusões de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos que caracteriza perfis de bem-estar e de desigualdade social nos vários concelhos portugueses. Chama-se «Territórios de Bem-Estar: Assimetrias nos municípios portugueses».

Os municípios que mais perderam população jovem são os que têm rendimentos mais baixos e a qualidade do ambiente é um dos traços mais valorizados nas apreciações de bem-estar. Estas são outras conclusões do estudo onde também se diz que o equilíbrio entre trabalho e vida familiar é muito valorizado pelos portugueses nas apreciações de bem-estar.

Este estudo mostra que são vários os desafios para melhorar as condições de vida e de bem-estar das populações, que está dependente das oportunidades e condições de emprego, acesso à habitação, à saúde ou à segurança, oferta de bons ou maus transportes.

As principais conclusões permitem mostrar caminhos aos decisores para reduzir o fosso entre os municípios do litoral e do interior do país.

A noção de bem-estar não significa o mesmo para todas as pessoas, nem em todos os lugares.

Mas o que contribui para o bem-estar dos cidadãos?

Foi a esta questão que os investigadores quiseram responder e que permitiu concluir neste Estudo que as pessoas apresentam condições devida e de participação social muito desiguais nos municípios portugueses.

E que há vantagens e desvantagens em viver nos municípios do litoral ou do interior do país. Isto porque a perceção de bem-estar é influenciada não só por critérios ligados à capacidade económica da população, como o acesso ao emprego ou a bons salários, que se destacam nos concelhos do litoral; mas também de qualidade de vida, ligados ao ambiente, à família, ao apoio social que no interior são em média melhor.

Os que mais perderam população jovem são os que têm rendimentos mais baixos, o equilíbrio entre trabalho e vida familiar tb é muito valorizado pelos portugueses , são outras conclusões deste estudo abrangente.

A jornalista Arlinda Brandão falou com a coordenadora do Estudo, Rosário Mauritti para perceber como foi feito tendo em conta áreas como a saúde, habitação, trabalho, transportes, educação ou cultura, numa análise comparativa em diferentes territórios de Portugal:





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