Exames nacionais. Carneiro garante que não bloqueará "nenhuma comissão de inquérito"

Exames nacionais. Carneiro garante que não bloqueará "nenhuma comissão de inquérito"

O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, afirmou hoje que o PS não vai bloquear a comissão de inquérito aos exames nacionais, considerando que o ministro da Educação está numa "categoria de inimputabilidade política" porque não assume qualquer responsabilidade.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: António Pedro Santos - Lusa

"Nós não bloquearemos a comissão de inquérito. Na terça-feira estará o ministro na Assembleia da República, aguardamos pelas explicações que vai dar e admitimos que, em sede de comissão de educação, possam ser desenvolvidos instrumentos de escrutínio de todo este processo", disse o líder o PS esta noite, em entrevista à SIC Notícias.

José Luís Carneiro foi questionado sobre os problemas com a correção dos exames nacionais e o que fará o PS em relação a uma comissão de inquérito, cuja proposta de constituição já deu entrada no parlamento pela mão do BE.

"Mas há algo que nós já sabemos: é que o ministro da Educação decidiu avançar com um processo que tinha dado falhas no ano passado, quando se fez o teste. Aquilo que sempre defendemos é que se deve testar e deve haver planos de contingência", criticou.

O líder do PS foi questionado sobre uma afirmação, no debate do estado da nação de quinta-feira, do líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, que disse a Fernando Alexandre que, como defensor da meritocracia, sabe que já não devia ser ministro da Educação.

"O ministro da Educação acabou de passar para a categoria dos ministros que não assumem responsabilidades políticas neste Governo. O que significa que o primeiro-ministro tem o dever de assumir a sua responsabilidade política por quem convidou e por quem mantém no Governo. Estão quase que numa categoria de inimputabilidade política porque não assumem quaisquer responsabilidades", condenou.

Para Carneiro, isto já acontecia na saúde e agora acontece também na educação. 

"Aquilo que disse o líder parlamentar foi algo que todos compreendem. Sendo o ministro um defensor do mérito e da meritocracia, se fôssemos aplicar esse seu critério àquilo que se tem passado com os exames, ele não mereceria estar no lugar em que estava naquele dia na Assembleia da República", referiu.

Segundo o líder do PS, hoje Fernando Alexandre voltou a "responsabilizar todas as outras partes" e não assumiu a "sua própria responsabilidade política por aquilo que se passou".

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