País
Exames nacionais. Plataforma estará "temporariamente indisponível" na quarta-feira
Os professores classificadores ficaram a saber esta terça-feira que a plataforma eletrónica em que é feita a correção das provas vai voltar a ficar indisponível na quarta-feira. O ministro da Educação garante que todos os prazos vão ser cumpridos.
É mais um episódio na polémica com os exames do secundário. Quarta-feira será mais um dia em que os docentes não vão conseguir corrigir as provas, situação que torna impossível o cumprimento dos prazos, alerta Cristina Mota, da Missão Escola Pública (MEP).
A informação foi confirmada pelo próprio ministro da Educação, Fernando Alexandre, em entrevista à CNN Portugal esta tarde.
No entanto, o governante adiantou que a plataforma só ficará indisponível durante duas horas, entre as 00h00 e as 02h00.
No entanto, o governante adiantou que a plataforma só ficará indisponível durante duas horas, entre as 00h00 e as 02h00.
"Entre as 00h00 e as 02h00, haverá uma manutenção porque é necessário intervir para otimizar processos", esclareceu Fernando Alexandre.
Na passada segunda-feira, os professores já tinham ficado sem acesso à plataforma de classificação que esteve em manutenção durante algumas horas devido a uma fragilidade detetada na segurança do sistema. Este ano, pela primeira vez, as provas dos 11.º e 12.º anos estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que os exames sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos docentes para serem avaliados.
No entanto, os sistemas informáticos têm apresentado problemas desde o início do processo, com professores classificadores a relatarem atrasos na disponibilização das provas, erros na digitalização das folhas de resposta e problemas técnicos na plaaforma de distribuição e classificação.
Ainda na segunda-feira, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garantia que os "grandes obstáculos" tinham sido ultrapassados e que os exames em atraso seriam distribuídos a todos os docentes até ao final do dia.
Mas a Missão Escola Pública aponta que isso não aconteceu. Há nesta altura professores classificadores que ainda não tiveram acesso à plataforma e outros que ainda não receberam os items para classificar.
Datas vão manter-se, assegura o ministro
Na semana passada, devido aos problemas técnicos identificados, o Governo anunciou o adiamento da divulgação dos resultados dos exames e também o arranque da segunda fase de exames nacionais.
Os professores passaram a ter até dia 14 de julho para classificar as provas, sendo que o prazo anterior era 10 de julho.
A Missão Escola Pública alerta que os quatro dias adicionais para a correção serão insuficientes. Na semana passada, este mesmo grupo de professores tinha defendido a realização dos exames da segunda fase no início de setembro, considerando que o adiamento anunciado pelo Governo não respondia às dificuldades colocadas pelo processo de correção.
Em entrevista à CNN Portugal, o ministro garantiu que as datas previstas vão manter-se, assinalando que "uma parte muito significativa das provas" já foi corrigida.
"Penso que temos reunidas as condições para garantir que no dia 17 teremos as classificações", vincou Fernando Alexandre.