Exames no 9º ano terão um peso de 30 por cento na nota final

Exames no 9º ano terão um peso de 30 por cento na nota final

Os exames nacionais do 9º ano, a realizar pela primeira vez no final deste ano lectivo, vão ter um peso de 30 por cento na nota final dos alunos, anunciou hoje a ministra da Educação.

Agência LUSA /

Segundo Maria do Carmo Seabra, que falava na Comissão Parlamentar de Educação para apresentar o Orçamento de Estado de 2005 para o sector, o regulamento dos exames já esta pronto e estará em discussão pública a partir de sexta-feira, por um período de 15 dias.

Os exames nacionais de Língua Portuguesa e Matemática, explicou a ministra, deverão ter um peso de 30 por cento na nota final do aluno, tal como acontece com os actuais exames nacionais do 12º ano.

A preparação dos jovens para esta prova nacional, a introduzir pela primeira vez no final do ano lectivo de 2004/2005, explicou, poderá ser feita através de consulta das provas de aferição do 9º ano, realizadas pela primeira vez em 2003/2004.

Segundo a ministra, não deverão ser criadas provas-tipo para orientação dos alunos, realizando-se antes uma consulta às provas de aferição já realizas.

Além dos exames nacionais de Matemática e Português, a avaliação no final do 9º ano de escolaridade inclui também a realização de provas globais.

Um novo despacho normativo relativo à avaliação no ensino básico, datado de 27 de Outubro e a que a Agência Lusa teve acesso, determina que os alunos do 9º ano terão de realizar provas globais a todas as disciplinas, à excepção de Educação Moral e Religiosa, Educação Física, Educação Tecnológica e Educação Artística, Português e Matemática.

O diploma refere que estas normas serão aplicadas aos alunos dos três ciclos do ensino básico regular, abrindo portas para que no futuro venham a existir exames nacionais no 4º e no 6º ano de escolaridade.

Quer as provas globais, quer os exames nacionais nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática vão incidir fundamentalmente sobre as aprendizagens e competências do 9º ano.

Ainda segundo o despacho que será colocado a discussão pública, a prova global terá um peso de 25 por cento na classificação final da disciplina e os exames nacionais terão um peso de 30 por cento na respectiva nota.

No final do 3º ciclo, o aluno não progride e obtêm a menção de não aprovado se tiver uma classificação inferior a 03 (em 05) nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática ou se tiver uma nota inferior a 03 (em 05) em três disciplinas.

Os alunos abrangidos pela modalidade de educação especial serão avaliados de acordo com o regime de avaliação definido no novo despacho, excepto os que tenham no seu plano educativo individual as condições especiais de avaliação devidamente explicitadas e fundamentadas.

Os partidos da oposição contestam esta garantia da ministra, defendendo que o Orçamento de Estado para a Educação espelha um desinvestimento na escola pública a favor do ensino particular e cooperativo, uma vez que o primeiro terá um aumento de 1,6 por cento e o segundo um acréscimo de 14,3 por cento.

Segundo a ministra, o crescimento significativo no orçamento de funcionamento para o ensino particular e cooperativo surge porque existe uma verba de 30 milhões de euros de dívidas às escolas privadas com contratos de associação e de desenvolvimento que transitaram de ano para ano e que o Ministério pretende sanar.

Maria do Carmo Seabra anunciou também que o Ministério da Educação pretende mudar a sua política relativamente à construção de escolas, optando em algumas circunstâncias por contratualizar respostas educativas com os privados "em vez de estar o Estado a assumir encargos até à eternidade".

"Olhar para o parque escolar das regiões onde pode haver escassez e abordar o problema da rede numa perspectiva integrada", disse.

Maria do Carmo Seabra defende o melhoramento da rede pública, considerando que as escolas do Estado não podem ser piores que as privadas, pelo que o investimento deve ser canalizado para a construção de pavilhões, piscinas ou bibliotecas.

A ministra da Educação anunciou ainda a afectação de verbas para a criação de uma disciplina de promoção e educação para a saúde que deverá iniciar-se a partir do terceiro trimestre.

"Há um equipa de 30 pessoas que apresentará o projecto em Fevereiro e os conteúdos da disciplina em Março", disse.

GC.


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