EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Exploração de imigrantes no Alentejo. Cinco arguidos foram condenados

Exploração de imigrantes no Alentejo. Cinco arguidos foram condenados

Cinco arguidos foram condenados por crimes relacionados com a exploração de imigrantes. A leitura do acórdão do processo, que envolve mais de 30 arguidos, teve lugar em Beja.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Sara Piteira - RTP

O Tribunal de Beja condenou esta sexta-feira cinco das 22 pessoas julgadas por exploração de imigrantes no Alentejo a penas de prisão entre os dois anos e os seis anos e meio, das quais duas suspensas. O processo envolveu mais de 30 arguidos, incluindo 22 pessoas e 12 empresas.

Na leitura do acórdão, a presidente do coletivo de juízes disse que as restantes 17 pessoas arguidas foram absolvidas de todos os crimes de que vinham pronunciadas por falta de provas apresentadas em julgamento.

A juíza Ana Batista recomendou aos arguidos absolvidos repensarem toda a sua vida, lembrando que, apesar da falta de provas, existiam indícios criminais: "Espero sinceramente que não tenhamos de nos encontrar novamente" neste tribunal, afirmou.

A generalidade dos arguidos respondia por crimes relacionados com tráfico de pessoas, associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, associação de auxílio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.

Havia também arguidos acusados do crime de falsificação de documento ou de detenção de arma proibida. Das 22 pessoas arguidas, cinco são portuguesas e as restantes são de diversas nacionalidades estrangeiras.

Na leitura do acórdão, o tribunal anunciou que duas empresas foram condenadas a pagamentos de multas no valor de cerca de 850 euros e uma outra foi condenada a um valor inferior.

O advogado que representa dois dos arguidos que estavam em prisão preventiva e hoje foram libertados, Luís Esteves, disse à RTP que os clientes ficaram satisfeitos com a decisão.

“Não temos nada a apontar ao tribunal de julgamento, que acabou por fazer uma análise rigorosa e criteriosa da prova. Acaba por ser uma libertação tardia”, já que na fase de instrução “podiam ter sido logo libertados”, considerou.

O advogado disse ainda que “provavelmente” vai pedir indemnizações para os arguidos que defende e que ficaram com as vidas “praticamente arruinadas”.

c/ Lusa
Tópicos
PUB