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Faculdade condena conteúdos discriminatórios promovidos pelo Chega na Futurália

Faculdade condena conteúdos discriminatórios promovidos pelo Chega na Futurália

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade NOVA de Lisboa condenou hoje a promoção de conteúdos discriminatórios no `stand` do Chega na Futurália e pediu a intervenção da organização.

Lusa /

À semelhança de outros partidos, também o Chega está representado na maior feira nacional sobre educação, que está a decorrer em Lisboa, mas na banca daquela juventude partidária instalada na Feira Internacional de Lisboa (FIL) leem-se frases como "Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)" ou "Sorria, estamos a ser substituídos", numa referência à "teoria da Grande Substituição".

Preocupada com o conteúdo das mensagens, a FCSH escreveu à organização da Futurália, cuja 17.ª edição termina no sábado, em que apela à revisão da política de participação, de forma a assegurar que o espaço não seja utilizado "para a difusão de mensagens que atentam de forma flagrante contra princípios fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa, nomeadamente o da igualdade".

"Num evento dedicado à educação e frequentado maioritariamente por estudantes do ensino secundário, a NOVA FCSH considera crucial que os espaços de contacto entre instituições e jovens decorram num ambiente compatível com os valores que estruturam uma convivência saudável e o respeito pela dignidade de todas as pessoas", lê-se na carta.

A faculdade considera ainda que o tipo de discurso promovido no `stand` da Juventude Chega "associa grupos inteiros de pessoas a uma ameaça social ou cultural, configurando uma retórica racista".

Além da FCSH, também o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa alertaram a organização Futurália para o risco de o `stand` do Chega usar o evento como plataforma para divulgar "mensagens discriminatórias" que promovem o racismo.

"A defesa da pluralidade política não pode significar tolerância perante discursos racistas que atentem contra a dignidade e igualdade de pessoas", escrevem os elementos do Conselho de Gestão do ICS, Marina Costa Lobo, Sofia Aboim, Susana Matos Viegas e Vitor Sérgio Ferreira, numa carta datada de quinta-feira.

A Lusa questionou hoje a organização da feira sobre se iria tomar alguma medida em relação ao `stand` do Chega e aguarda resposta.

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