Fectrans recusa entrar em guerra de números com CP

Fectrans recusa entrar em guerra de números com CP

A greve dos trabalhadores do setor ferroviário está a afetar sobretudo os comboios de mercadorias, regionais e suburbanos, de acordo com a Fectrans. Os dados da federação sindical não coincidem com os da CP, mas os sindicalistas recusam entrar em guerra de números. A paralisação de 24 horas foi convocada pelos sindicatos que representam os funcionários da CP, da CP Carga, da Refer e da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário.

Sandra Henriques /

Foto: Lusa

Em declarações à Antena1, o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários e membro da direção da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), Abílio Carvalho, avança que entre a meia-noite e as 8 horas da manhã se registaram só na região de Lisboa cerca de 50 supressões.

“O primeiro dado por volta das 7 horas era de 47 supressões, portanto por volta das 8 horas já rondaria as 50 supressões de comboios suburbanos. Verificou-se também supressões nos regionais, nomeadamente na zona norte, mas com uma forte adesão por parte do transporte de mercadorias, com terminais encerrados e comboios praticamente todos parados”, afirma Abílio Carvalho.

As concessões e privatizações das empresas do setor ferroviário explicam esta greve, cujo impacto foi desvalorizado esta manhã por parte da CP. De resto, os números da transportadora são bastante diferentes dos dados da Fectrans.
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