Federação pela Vida quer mais apoio para maternidade e família
Lisboa, 19 Abr (Lusa) - A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) defendeu hoje que o Governo deve apoiar mais a maternidade, a família e os mais necessitados e considerou as propostas socialistas sobre o aborto uma tentativa de destruir os valores da vida.
Em conferência de imprensa, a Federação, que defende o direito à vida, apelou hoje "aos deputados e ao povo português" para que "reafirmem a vontade de construir um país solidário com os mais carenciados".
Um projecto de resolução dos socialistas visando a realização de um referendo sobre a descriminalização do aborto realizado nas primeiras 10 semanas de gravidez, a pedido da mulher, vai ser debatido quarta-feira no parlamento.
O PS propõe ainda o alargamento do prazo do aborto (actualmente previsto na lei nos casos de deficiência do feto, violação e risco para a vida da mulher), das 12 para as 16 semanas.
Para a presidente da direcção da FPV, Isilda Pegado, estas propostas "são uma tentativa de destruir os valores da vida e da família e um atentado à dignidade da mulher".
"Nós não negamos que o aborto clandestino existe, mas muitas pessoas falam sem conhecer a realidade porque os seus números continuam a ser desconhecidos em Portugal", comentou, sugerindo a realização de um estudo profundo sobre a situação.
A entidade, criada em 2001 e que congrega 14 associações de norte a sul do país, advoga que a manutenção da actual lei em vigor.
"Que as mulheres sejam levadas a tribunal é apenas uma consequência dos seus actos contrários à lei. O que está em causa, e mais importante, não são casos concretos mas um paradigma que é a defesa da vida do início até ao fim", acentuou.
Isilda Pegado considera desnecessária a realização de um novo referendo sobre o aborto alegando que "1,4 milhões de portugueses optaram pelo não em 1998" e que esta "foi uma posição bem clara".
Se o referendo for avante como está previsto, a Federação irá "sair às ruas para lutar pelo direito à vida".
No dia 02 de Abril, a FPV elegeu novos órgãos sociais, tendo sido eleito Pedro Líbano Monteiro (da associação Juntos pela Vida) presidente da Assembleia Geral, Isilda Pegado (da associação Ponto Apoio à Vida) presidente da Direcção, e Miguel Pupo Correia (da Juntos pela Vida) presidente do Conselho Fiscal.
AG.
Lusa/Fim