Festa popular da UGT com música e dança à espera de Mário Mourão e Quim Barreiros
A UGT está hoje no Jamor, Oeiras, para assinalar o 1.º de maio com uma festa popular, em que trabalhadores ouvem músicas, dançam, comem e bebem, enquanto esperam pelo discurso do secretário-geral, Mário Mourão.
O líder da União Geral de Trabalhadores (UGT) fala esta tarde, no dia em que a outra central sindical, a CGTP, confirmou que irá hoje convocar uma greve geral para 03 de junho.
Enquanto esperam pelo discurso de Mário Mourão e pelo concerto de Quim Barreiros que se seguirá, um animador no palco, Jorge Morais, vai mobilizando os populares, alguns dos quais dançam segurando bandeiras dos sindicatos afetos à central, do Sindicato dos Bancários do Centro ao Sindicato dos Bancários do Norte, passando pelo SITESE e da própria UGT.
"Trabalho com direitos é trabalho com futuro" é uma das frases que se lê numa das bandeiras que decoram o espaço em frente ao palco.
O recinto é circundado por barracas dos vários sindicatos e, por volta das 15:00, à medida que se aproxima o momento de Mário Mourão subir ao palco o número de pessoas vai-se aglomerando.
Músicas como "Cavalinho" de Pedro Sampaio, "I gota feeling" de Black Eyed Peas, "O Ritmo do Amor (Kuduro)" de Emanuel, e "Freed from desire" de Gala são algumas das músicas que se ouvem.
Um dos temas que marca as celebrações deste ano do Dia do Trabalhador é a reforma laboral que o Governo tem discutido com a UGT e com as centrais patronais nos últimos meses.
O secretariado nacional da UGT rejeitou, em 23 de abril, a última versão da proposta apresentada pelo Governo e decidiu que irá reafirmar as propostas alternativa que já submeteu à discussão durante as negociações com o executivo e com as centrais patronais.
Entre os pontos que a UGT critica na reforma estão a manutenção da reintrodução do banco de horas individual, a não aplicação de convenções coletivas aos trabalhadores em `outsourcing`, a manutenção da generalização dos serviços mínimos da greve e das restrições à atividade sindical.
O Governo convocou uma reunião de Concertação Social para 07 de maio para encerrar o processo negocial.