Freguesia do Pinhão reivindica regresso de carteiros transferidos
A Junta de Freguesia do Pinhão, Alijó, lançou um abaixo-assinado para reivindicar o regresso de dois carteiros transferidos para a sede de concelho, uma medida que a população teme indiciar o encerramento dos correios nesta vila.
O presidente da Junta de Freguesia do Pinhão, Pedro Perry, disse hoje à agência Lusa que o abaixo-assinado será enviado na próxima semana à Administração dos CTT e ao Governo.
Explicou que no início do ano, a população do Pinhão, Alijó, foi confrontada com a transferência dos dois carteiros do posto dos CTT desta vila duriense para a sede do concelho.
Apesar da garantia da administração dos CTT de que a estação de correios do Pinhão "não vai encerrar", Pedro Perry considera que a transferência dos carteiros é o "primeiro passo para a retirada de valências deste posto, o que levará, a médio ou longo prazo, ao seu encerramento definitivo".
O responsável referiu que a estação dos correios do Pinhão é responsável pela distribuição postal a localidades de três concelhos e evita deslocações dos mais idosos para levantamentos de vales postais.
Frisou ainda que, se os correios encerrarem nesta vila, a população local terá de se deslocar 35 quilómetros para "efectuar os serviços que agora faz perto de casa".
Através do gabinete de imprensa, os CTT garantiram que "a estação dos Correios do Pinhão não vai encerrar, nem o seu encerramento esteve alguma vez previsto".
Os CTT afirmam também que o "tipo e a qualidade do serviço prestado à população da região, bem como a distribuição dos correios", se vão manter inalterados.
O gabinete de imprensa explicou que a transferência dos carteiros ocorreu no âmbito de uma "reorganização interna que pretende melhorar a qualidade de serviço prestado à população" e garantiu que a "mudança do local a partir do qual os carteiros fazem a distribuição da correspondência não afectará em nada a entrega aos respectivos destinatários do Pinhão".
Apesar destas garantias, a população mantém as suas preocupações, até porque, segundo o autarca, esta localidade está a ser confrontada com "um esvaziamento de serviços".
Referiu que, depois da retirada de efectivos da GNR, do corte de alguns horários de comboios por parte da CP e do encerramento de uma ponte para obras que deverão prolongar-se por cerca de três meses, agora os CTT transferem os carteiros.
Por causa disso, a população está a equacionar a realização de um boicote às próximas eleições presidenciais que se realizam a 22 de Janeiro.