Fuga de gás na origem da explosão no quartel da GNR
O comandante do destacamento da GNR de Moura revelou hoje à agência Lusa que as investigações da Polícia Judiciária (PJ) confirmaram que a explosão de domingo no quartel foi provocada por uma fuga de gás.
"As averiguações da PJ permitem afirmar, com certeza, que foi uma fuga de gás. Contudo, está por apurar a localização concreta dessa fuga e como é que se desenvolveu a explosão", precisou o alferes Eduardo Lérias.
O comandante do destacamento da GNR explicou que os elementos da PJ de Faro já concluíram as investigações no terreno e regressaram ao Algarve, tendo levado consigo "material e equipamento" encontrado na cozinha, para averiguar os restantes dados relacionados com a ocorrência.
"A PJ ficou de me comunicar, quando terminar a investigação, os resultados a que chegarem, mas não sei quando é que isso irá acontecer", frisou.
A GNR de Moura está hoje a proceder à retirada do entulho do interior da cozinha e das outras zonas do quartel que ficaram parcialmente destruídas com a explosão ocorrida domingo, pouco antes das 06:00.
"Estamos a limpar estas áreas e a retirar, não só o entulho, como também aquilo que ainda pode ser aproveitado", acrescentou o alferes Lérias.
A "violenta" explosão no quartel, que segundo os bombeiros foi escutada por toda a cidade, não provocou qualquer ferido, já que os dois únicos militares de serviço encontravam-se na ponta oposta do edifício, nesse momento.
A cozinha, messe, sala de convívio e escadas de acesso ao primeiro andar, paredes e tectos sofreram danos, tendo a ocorrência projectado também, a várias dezenas de metros, portas e janelas.
A GNR afastou logo a possibilidade de crime, tendo, em conjunto com os bombeiros, avançado a hipótese da explosão ter sido provocada por uma fuga de gás, já que tinha tido origem na cozinha.
O quartel armazena armas e munições, tendo esse armeiro sofrido também danos, com parte do chão a abater, visto localizar-se por cima da cozinha.
A PJ foi, de imediato, chamada ao local e duas brigadas procederam às investigações, que culminaram com a certeza da fuga de gás.
O alferes Eduardo Lérias também realçou à Lusa, no domingo, que "nunca tinham sentido cheiro a gás" no quartel e que, há cerca de dois meses, o sistema tinha sido alvo de uma vistoria, "a qual não revelou qualquer anomalia".
O destacamento de Moura integra um total aproximado de 30 militares e o quartel está instalado no antigo convento de S.
Francisco, junto ao cemitério.
O funcionamento do destacamento, segundo o seu responsável, vai continuar a processar-se "normalmente", visto que a explosão destruiu apenas a zona logística, não afectando as valências administrativa e operacional.