País
Fundos comunitários. Polícia Judiciária lança operação nacional
A Polícia Judiciária desencadeou esta quinta-feira uma operação a partir de suspeitas relacionadas com a obtenção de fundos comunitários. Os investigadores fizeram buscas em mais de 20 locais em todo o país. Um dos alvos, apurou a RTP, é Adelino Mendes, chefe do gabinete do secretário de Estado da Proteção Civil.
A operação, liderada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção, começou na manhã desta quinta-feira e tem estado a decorrer em mais de 20 locais, de norte a sul do país.
Esta operação é a continuação de uma outra que ocorreu já em maio de 2017 e que, na altura, culminou com a apreensão de várias viaturas de luxo e uma detenção.
Está em causa, nesta operação, a fraude na obtenção de subsídios, suspeitas de falsificação e de branqueamento de fundo europeus por parte de empresários e empresas, que terão usado subsídios, como o Portugal 2020, de forma a obter lucros indevidos.
Nas 26 buscas realizadas, foram constituídos 19 arguidos, oito pessoas singulares e 11 emresas, segundo o comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
Adelino Mendes, chefe de gabinete do secretário de Estado da Proteção Civil, foi um dos alvos das buscas. O principal arguido é um empresário de Leiria que terá recebido mais subsídios.
Já na operação de maio de 2017, foram realizadas 54 buscas, algumas fora de território nacional e, desta foram constituídos 52 arguidos, afirma o DCIAP. No total o inquérito tem, neste momento, 73 arguidos.
Segundo a Lusa, estão envolvidos, nesta investigação pela prática de crimes de fraude na obtenção de subsídio, fraude fiscal qualificada, branqueamento e falsificação de documento, cerca de 100 operacionais, entre os quais elementos da UNCC, da PJ do Porto, Faro e Lisboa e ainda três magistrados do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e dois funcionários da Autoridade Tributária.
Até ao momento, não há registo de detenções.