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GNR regista 10 detenções por incêndio florestal em menos de três meses

GNR regista 10 detenções por incêndio florestal em menos de três meses

Dez pessoas foram detidas nos primeiros meses deste ano por suspeita de crime de incêndio florestal, revelou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR), assinalando que mais de 40% dos proprietários não limpa os terrenos depois da sinalização.

Lusa /

Num resumo das ocorrências de incêndios rurais que compara os dados de 2025 e 2024, e numa data em que se assinala o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, a GNR refere que até quinta-feira, 19 de março deste ano, foram detidas 10 pessoas pelo crime de incêndio florestal.

"Estes dados evidenciam uma atuação firme na identificação e responsabilização dos autores, reforçando a resposta da Guarda na prevenção e repressão de comportamentos que colocam em risco pessoas, bens e o património florestal", refere hoje a GNR no texto enviado à agência Lusa.

Revelando que os incêndios rurais aumentaram 30% no ano passado face a 2024, a GNR termina o alerta com um apelo: "Proteger a floresta é proteger o futuro".

"A floresta portuguesa, que ocupa mais de um terço do território nacional, constitui um recurso estratégico de elevado valor ambiental, económico e social, assumindo um papel determinante na proteção dos solos, na regulação da qualidade da água e do ciclo hidrológico, na conservação da biodiversidade e no sequestro de carbono, para além de contribuir significativamente para a criação de emprego, para a dinamização da economia e para a qualidade de vida das populações", assinala esta polícia.

Contudo, acrescenta, "importa salientar que uma parte considerável dos incêndios rurais continua a resultar de comportamentos negligentes ou de práticas inadequadas associadas às atividades agrícolas e florestais, designadamente a realização de queimas e queimadas de sobrantes sem o devido enquadramento legal, bem como outras ações de risco".

"Atendendo à crescente preocupação com a problemática dos incêndios rurais em Portugal, a GNR considera fundamental reforçar as ações de sensibilização e proximidade junto da população, promovendo uma cultura de responsabilidade coletiva na proteção da floresta", conclui.

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