País
Governo adia segunda fase dos exames nacionais após "dificuldades informáticas"
O Ministério da Educação anunciou esta sexta-feira o adiamento por quatro dias da segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário após "dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica" dos exames da primeira fase.
Em comunicado, o executivo adianta que a segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário terá início a 20 de julho em vez de a 16 de julho como estava previsto.
A segunda fase de exames irá terminar a 24 de julho, em vez de 22 de julho.
Na sequência das falhas informáticas, a classificação das provas decorrerá até 14 de julho, em vez de até 10 de julho.
A afixação das pautas da primeira fase é também adiada para 17 de julho, em vez de a 14 de julho.
No comunicado, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação explica que "as dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica" nos exames nacionais do secundário "pressionaram o cumprimento do calendário inicialmente previsto".
O Governo sublinha que seria ainda "tecnicamente" possível assegurar o cumprimento dos prazos para a entrega de classificações e afixação das pautas, mas entende que "devem ser igualmente ponderadas as condições de trabalho dos professores classificadores, garantindo sempre o rigor e a qualidade do processo de classificação".
"Não estando ainda concluída a distribuição dos itens para classificação, o cumprimento dos prazos inicialmente definidos implicaria uma redução do tempo previsto para cada professor classificar os itens das provas", uma pressão que, aponta o Ministério, "representa um risco para a fiabilidade do processo e poderia comprometer a qualidade e o rigor da classificação".
O novo calendário da segunda fase de exames nacionais do secundário será divulgado ainda esta sexta-feira pelo EduQA.
O calendário para o concurso nacional de acesso ao ensino superior mantém-se como previsto, com as candidaturas a terem início a 20 de julho.
"O Ministério da Educação, Ciência e Inovação lamenta eventuais transtornos que as alterações agora anunciadas possam provocar na vida dos alunos, das suas famílias, dos professores classificadores e das escolas", conclui ainda o comunicado.