Governo alerta que unidades privadas só podem abrir se cumprirem todos os requisitos
Lisboa, 17 Jan (Lusa) - O ministro da Saúde, Correia de Campos, alertou hoje os investidores privados de que só podem abrir unidades de saúde se cumprirem os requisitos mínimos de qualidade e segurança, aludindo ao anúncio de um hospital privado em Chaves.
O futuro Hospital Privado de Chaves (HPC), cujas obras arrancaram na segunda-feira, menos de um mês depois de fechar o bloco de partos local, vai disponibilizar maternidade e serviço de urgência 24 horas por dia.
Instado hoje a comentar esta situação, Correia de campos afirmou que as unidades privadas de saúde só serão autorizadas a abrir se reunirem as condições necessárias.
"Eu faço um alerta bem visível a todos os promotores privados. Não podem estar convencidos de que, só porque são privados, vão abrir unidades que não tenham os mínimos requisitos de qualidade e segurança que nós oferecemos hoje no sector público", disse aos jornalistas o ministro da Saúde, à margem à margem da inauguração da Nova Unidade de Cuidados Intermédios Neonatais da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).
Correia de Campos frisou ainda que o grau de exigência é o mesmo para o sector público e para o sector privado: "Não há dois critérios de qualidade", sustentou.
O hospital privado de Chaves é uma iniciativa orçada em cerca de 20 milhões de euros, da Casa de Saúde de Guimarães (CSG) e do Hospital Particular de Viana do Castelo (HPVC).
Teófilo Leite, administrador da CSG, referiu em declarações anteriores que a nova unidade hospitalar estará pronta no último trimestre de 2009 e oferecerá os serviços de maternidade, consulta externa para diversas especialidades médicas e cirúrgicas, internamento e cirurgia, meios complementares de diagnóstico e serviço de urgências de 24 horas.
O ministro da Saúde disse não saber se o futuro hospital cumpre os requisitos mínimos para abrir, afirmando que "não tem indicação nenhuma".
"Eu só sei intenções de investimento, não temos conhecimento de mais nada", acrescentou.