Governo aumenta em 23% subsídio por Posto de Emergência Médica nos bombeiros

Governo aumenta em 23% subsídio por Posto de Emergência Médica nos bombeiros

O Governo vai aumentar a partir de 1 de Julho o subsídio mensal atribuído aos bombeiros por cada um dos postos de emergência médica que gerem.

RTP /
Manuel Fernando Araújo - Lusa

"A partir de 1 de julho, os corpos de bombeiros passarão a beneficiar de um aumento de 23% no subsídio mensal fixo atribuído por cada Posto de Emergência Médica, (PEM), ao serviço do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM)", anunciou o Ministério em comunicado.

O Ministério da Saúde diz que este apoio será de dois mil euros por cada um dos locais de emergência. Um subsídio mensal fixo atribuido aos corpos de bombeiros que é, nesta altura, de 8700 euros e que vai passar para 10.800 por cada Posto de Emergencia Médica operado pelos Bombeiros - um aumento de 23 por cento.

"Vamos atualizar em 23 por cento os 520 postos de emergência médica, que são quem nos garante não só a diferenciação no socorro, mas também a tal capilaridade e coesão territorial que só os bombeiros conseguem garantir", também confirmou a ministra, acrescentando que o valor passa de "8.760 euros para 10.800 euros".

A governante falava à margem da cerimónia do Dia Nacional dos Bombeiros, em Paredes, no distrito do Porto, em que também participou o ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves.

O Governo diz que é o reconhecimento do contributo dos bombeiros enquanto parceiros do Serviço Nacional de Saúde.

"Os corpos de bombeiros constituem um pilar essencial do Sistema Integrado de Emergência Médica, assegurando cerca de 90% da resposta operacional em emergência médica pré-hospitalar e no socorro às populações. A colaboração entre o INEM e os bombeiros é indispensável para garantir uma cobertura nacional eficaz, assente na proximidade territorial e numa capacidade de resposta permanente e resiliente".

Além disso, ainda segundo a tutela, "os restantes subsídios previstos nos protocolos estabelecidos com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) serão atualizados de acordo com a inflação".

"Se me perguntam se é suficiente, eu diria que é aquilo que este ano conseguimos, mas não vamos desistir com o financiamento disponível para o INEM, não vamos desistir porque é uma prioridade para nós chegarmos ao fim da legislatura o mais longe que pudermos", disse Ana Paula Martins.

Salientando que os "bombeiros sempre estiveram disponíveis para ter contratos cada vez com mais rigor", a ministra assegurou ainda que, "tal como eles não abandonam o país e as populações (...), o Governo também tem os bombeiros nas prioridades".

O INEM paga aos bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa um subsídio mensal fixo por cada ambulância de socorro, integrada SIEM, ao qual é acrescido uma taxa variável consoante os quilómetros efetuados nos serviços.


C/Lusa
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