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Governo desiste de cheque-ensino nesta legislatura
O cheque-ensino, uma medida que visava financiar as famílias que quisessem colocar os filhos em escolas privadas, já não avança nesta legislatura, escreve hoje o Diário Económico. A medida, aprovada em Conselho de Ministros em novembro, não está ainda regulamentada e não deve vir a ser aplicada antes das eleições por falta de verbas.
Na sua notícia, o Diário Económico cita "fonte próxima do processo", de sexo masculino, que afirma: "O cheque-ensino está parado e estou convencido de que não vai avançar". Esta declaração vai ao encontro do que o primeiro-ministro já tinha afirmado no Parlamento sobre a sua intenção de não aplicar a medida este ano.
Para a fonte citada pelo Económico, o cheque-ensino não acontecerá também em 2015, pois a aplicação dessa medida "iria trazer muitas dificuldades ao Governo" e "no último ano de legislatura não se tomam medidas que causem este tipo de atritos".
A Confederação das Associações de Pais (CONFAP), citada pela Rédio Renascença, considera que a medida não é prioritária e o seu presidente, Jorge Ascensão, diz que o adiamento faz sentido: "Vai ao encontro daquilo que a confederação disse na altura em que se começou a falar" no assunto.
"Na actual situação, e da forma como hoje está implementada a organização, gestão e autonomia da escola pública, não é possível falar-se em liberdade de escolha. Portanto, parece-me perfeitamente normal que se chegue à conclusão que nesta situação não é possível", diz Jorge Ascenção em declarações à Renascença.
Questionado pelo Diário Económico, o Ministério da Educação e Ciência não confirmou o recuo da medida e disse apenas que "têm de ser dados passos calmos, através de projetos piloto".
Para a fonte citada pelo Económico, o cheque-ensino não acontecerá também em 2015, pois a aplicação dessa medida "iria trazer muitas dificuldades ao Governo" e "no último ano de legislatura não se tomam medidas que causem este tipo de atritos".
A Confederação das Associações de Pais (CONFAP), citada pela Rédio Renascença, considera que a medida não é prioritária e o seu presidente, Jorge Ascensão, diz que o adiamento faz sentido: "Vai ao encontro daquilo que a confederação disse na altura em que se começou a falar" no assunto.
"Na actual situação, e da forma como hoje está implementada a organização, gestão e autonomia da escola pública, não é possível falar-se em liberdade de escolha. Portanto, parece-me perfeitamente normal que se chegue à conclusão que nesta situação não é possível", diz Jorge Ascenção em declarações à Renascença.
Questionado pelo Diário Económico, o Ministério da Educação e Ciência não confirmou o recuo da medida e disse apenas que "têm de ser dados passos calmos, através de projetos piloto".