Governo diz que nenhum português pediu ajuda, cidadão luso insiste nas críticas
Lisboa, 09 Fev (Lusa) - O governo português disse hoje que nenhum cidadão luso na Austrália pediu apoio às autoridades consulares devido aos incêndios, enquanto um cidadão português lamentou um telefonema do cônsul em Melbourne criticando-o por ter falado à imprensa.
"Até agora nenhum cidadão português pediu qualquer apoio às autoridades portuguesas ou australianas", disse à agência Lusa fonte da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.
A mesma fonte adiantou que "há 15 mil portugueses nas zonas mais afectadas pelos incêndios".
Um português atingido pelos incêndios no Sul da Austrália Luís Geraldes denunciou domingo à Lusa um "vergonhoso" alheamento das autoridades diplomáticas e consulares portuguesas.
As críticas foram consideradas "um disparate" pelo cônsul português em Melbourne.
Contactado hoje pela Lusa, Luís Geraldes disse ter recebido, entretanto, um telefonema do cônsul Carlos Lemos a "ralhar".
"O cônsul ligou-me a ralhar, com uma atitude autoritária, por ter dito aquilo [críticas às autoridades portuguesas] à imprensa", disse à Lusa o português.
Este cidadão referiu também que o apoio está a ser prestado pelo governo australiano, reclamando "apoio psicológico e moral" das autoridades portuguesas na Austrália.
Segundo a mesma fonte, as autoridades que representam Portugal na Austrália deviam contactar os cidadãos portugueses na região afectada pelos incêndios, oferecendo apoio.
Por sua vez, a fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas explicou à Lusa que a situação está a ser acompanhada e que o normal é que em caso de necessidade seja o cidadão a solicitar a ajuda do consulado ou embaixada.
Os incêndios no Sul da Austrália destruíram casas, automóveis e já causaram a morte de mais de 100 pessoas.
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