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Governo pode antecipar pagamento de ajudas diretas aos agricultores já no verão

Governo pode antecipar pagamento de ajudas diretas aos agricultores já no verão

Uma hipótese admitida pela ministra da Agricultura, em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios. Maria do Céu Albuquerque revela que o executivo continua a defender que seja a Comissão Europeia a antecipar esses pagamentos para julho.

Antena 1 /
No entanto, se isso não acontecer, admite que Portugal possa fazê-lo assumindo parte desse encargo, nomeadamente para a pequena agricultura, pequenos ruminantes e setor das flores. Até ao momento a Comissão Europeia aceitou fazer os pagamentos em outubro mas a expetativa é que ainda reconsidere.

Maria do Céu Albuquerque revelou ainda que o governo continua a insistir junto da União Europeia, para que essa antecipação seja de 85 por cento para os dois pilares, ou seja, tanto para as ajudas diretas como para o desenvolvimento regional. Atualmente, a proposta da Comissão contempla apenas a antecipação ao nível dos 85 por cento no desenvolvimento regional.

Maria do Céu Albuquerque revela ainda nesta entrevista que não está satisfeita com a resposta da Comissão Europeia aos prejuízos decorrentes da crise pandémica. Considera que "o pacote de medidas é positivo mas não nos satisfaz". Neste sentido, promete continuar a trabalhar técnica e politicamente para que Portugal veja satisfeitos os seus interesses no quadro europeu e possa recuperar as exportações.


A ministra garante que apesar das restrições nos mercados internacionais, não vai faltar arroz e trigo em Portugal. Adianta que o grau de aprovisionamento do país ronda os 85 por cento e em relação aos cereais estabelece como objetivo os 25 por cento.


A ministra da agricultura considera que a produção nacional tem de ser cada vez mais uma opção e que a agricultura portuguesa, depois da pandemia, vai ser vista com outros olhos porque conseguiu responder com qualidade e segurança às necessidades dos consumidores. Uma situação reconhecida externamente, nomeadamente nos países nórdicos que continuaram a receber os frescos portugueses.


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