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Governo português condena Israel por impedir patriarca de celebrar missa no Santo Sepulcro

Governo português condena Israel por impedir patriarca de celebrar missa no Santo Sepulcro

O Ministério dos Negócios Estrangeiros condenou este domingo a polícia israelita que impediu o Patriarca Latino de Jerusalém de celebrar a missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro.

RTP /
Ammar Awad - Reuters

"O impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X (antigo Twitter).

O ministério de Paulo Rangel exortou ainda as autoridades israelitas a "garantirem e praticarem a liberdade de religião e de culto".

 


 

Em Jerusalém, a polícia israelita impediu o Patriarca católico de celebrar a missa de domingo de ramos na Basílica do Santo Sepulcro.

Além de Pierbattista Pizzaballa, foi também barrada a entrada de um outro sacerdote, o guardião da igreja. Ambos acabaram detidos e obrigados a sair da zona.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Melloni, mostrou-se indignada e o Governo já convocou o embaixador de Israel em Roma. Também o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou preocupante que a liberdade religiosa tenha sido condicionada.

O patriarcado latino garante que é uma ação sem precedentes em vários séculos de história falam numa medida desrespeitosa, irracional e desproporcional.

Jerusálem é historicamente uma cidade onde diversas religiões convivem de forma pacifica e está a iniciar-se a semana mais importante para os católicos, em todo o mundo. Contudo, Israel decidiu encerrar todos os locais sagrados da Cidade Velha, alegando razões de segurança.

Quanto ao cardeal barrado, Pizaballa acabou por celebrar uma missa mas noutra igreja.

Para as autoridades religiosas, este impedimento "constitui um grave precedente" e "demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém".

O Governo israelita explicou que a decisão foi tomada por motivos de segurança, devido às restrições impostas pelo exército como medida de precaução face a possíveis ataques iranianos.

O acontecimento está a ser contestado por vários países.

A Jordânia também rejeitou o ocorrido, que classificou como "uma violação flagrante do direito internacional, do direito internacional humanitário (...) e uma violação da liberdade de acesso irrestrito aos locais de culto".

Também o Brasil repudiou o impedimento.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, considerou igualmente hoje um "lamentável abuso de poder" que a polícia israelita tenha impedido o Patriarca Latino de Jerusalém de entrar no local sagrado para celebrar a missa do Domingo de Ramos.

Citado pela agência EFE, o presidente de Israel, Isaac Herzog, contactou o chefe da Igreja Católica na Terra Santa, Pierbattista Pizzaballa, para lhe transmitir o seu "profundo pesar".

Em comunicado, Herzog reafirmou o "compromisso do Estado de Israel com a liberdade religiosa para todas as confissões".

 

C/Lusa

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