País
Governo português nega negociações políticas sobre as Lajes com os EUA
O ministro da Defesa negou a existência de negociações políticas entre Portugal e os Estados Unidos para a criação de um campo de treino para os novos aviões militares norte-americanos na ilha açoriana.
A rádio TSF revelou ontem que os Estados Unidos estariam interessados em montar um campo de treino para os aviões militares na Base das Lajes, na ilha Terceira, e para tal já teriam consultado as autoridades portuguesas.
Falando no final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro Nuno Severiano Teixeira afirmou que, “como o chefe do Estado-Maior da Força Aérea já disse, essas seriam conversações que se teriam de ter não no plano técnico mas no plano político. E no plano político eu perguntei ao meu colega dos Negócios Estrangeiros, e aquilo que posso dizer é que não decorre no quadro do Governo português nenhuma negociação”.
O ministro da Defesa não negou que exista esse interesse por parte do Governo norte-americano, confirmando mesmo a existência de contactos informais entre os responsáveis pela Força Aérea norte-americana e o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa.
Terá sido durante esses contactos, a nível de instâncias militares, que as autoridades norte-americanas terão informado as chefias militares portuguesas dessa pretensão.
A TSF adiantou ontem que o conselheiro para a imprensa e cultura da embaixada dos EUA em Lisboa confirmou que os dois países estariam a explorar a possibilidade de as Lajes serem transformadas numa base de treinos para os novos caças norte-americanos, assim como para o sistema de armamento de mísseis hipersónicos.
“Tem havido conversações, não estamos em negociações. É uma ideia que exploramos com Portugal e outros parceiros da NATO a toda a hora para melhorar a nossa prontidão e treino”, afirmou Wesley Carrington.
O conselheiro garantiu à TSF que, quer o treino dos aviões de combate, quer o sistema de mísseis hipersónicos, são absolutamente seguros, não importando nenhum perigo para a população da ilha.
“Não se disparam mísseis, mas fazem-se simulações enquanto o avião voa”, disse.
O actual acordo de cooperação entre Portugal e os Estados Unidos da América, vulgarmente conhecido por “Acordo das Lajes” foi assinado em 1995, depois de renegociado o até então existente. O acordo não prevê a utilização da Base das Lajes, sob administração norte-americana, para os fins agora pretendidos.
Mota Amaral pede esclarecimentos
O deputado Mota Amaral, que já foi presidente do Governo Regional dos Açores, questionou o Governo português se a eventual criação desse campo de treino “possibilitará, ou não, uma revisão do actual acordo de Cooperação e Defesa”.
Wesley Carrington afirmou ontem que a iniciativa junto das autoridades militares portuguesas se insere numa política mais alargada que envolve a auscultação dos vários países parceiros da Nato.
A ocorrerem negociações políticas para a criação desse campo de treino, teriam de ser ao nível dos Governos, em Portugal lideradas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros.
Falando no final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro Nuno Severiano Teixeira afirmou que, “como o chefe do Estado-Maior da Força Aérea já disse, essas seriam conversações que se teriam de ter não no plano técnico mas no plano político. E no plano político eu perguntei ao meu colega dos Negócios Estrangeiros, e aquilo que posso dizer é que não decorre no quadro do Governo português nenhuma negociação”.
O ministro da Defesa não negou que exista esse interesse por parte do Governo norte-americano, confirmando mesmo a existência de contactos informais entre os responsáveis pela Força Aérea norte-americana e o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa.
Terá sido durante esses contactos, a nível de instâncias militares, que as autoridades norte-americanas terão informado as chefias militares portuguesas dessa pretensão.
A TSF adiantou ontem que o conselheiro para a imprensa e cultura da embaixada dos EUA em Lisboa confirmou que os dois países estariam a explorar a possibilidade de as Lajes serem transformadas numa base de treinos para os novos caças norte-americanos, assim como para o sistema de armamento de mísseis hipersónicos.
“Tem havido conversações, não estamos em negociações. É uma ideia que exploramos com Portugal e outros parceiros da NATO a toda a hora para melhorar a nossa prontidão e treino”, afirmou Wesley Carrington.
O conselheiro garantiu à TSF que, quer o treino dos aviões de combate, quer o sistema de mísseis hipersónicos, são absolutamente seguros, não importando nenhum perigo para a população da ilha.
“Não se disparam mísseis, mas fazem-se simulações enquanto o avião voa”, disse.
O actual acordo de cooperação entre Portugal e os Estados Unidos da América, vulgarmente conhecido por “Acordo das Lajes” foi assinado em 1995, depois de renegociado o até então existente. O acordo não prevê a utilização da Base das Lajes, sob administração norte-americana, para os fins agora pretendidos.
Mota Amaral pede esclarecimentos
O deputado Mota Amaral, que já foi presidente do Governo Regional dos Açores, questionou o Governo português se a eventual criação desse campo de treino “possibilitará, ou não, uma revisão do actual acordo de Cooperação e Defesa”.
Wesley Carrington afirmou ontem que a iniciativa junto das autoridades militares portuguesas se insere numa política mais alargada que envolve a auscultação dos vários países parceiros da Nato.
A ocorrerem negociações políticas para a criação desse campo de treino, teriam de ser ao nível dos Governos, em Portugal lideradas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros.