Grupo acusado de assalto à mão armada julgado sob forte aparato policial

Grupo acusado de assalto à mão armada julgado sob forte aparato policial

O Tribunal Judicial de Viana do Castelo iniciou hoje, sob fortes medidas de segurança, o julgamento de um grupo de quatro jovens acusado do assalto à mão armada a uma loja de electrodomésticos do concelho.

Agência LUSA /

Os arguidos, de entre 21 e 22 anos e todos residentes na área do Grande Porto, são acusados da co-autoria material de um crime de introdução em local vedado ao público, dois crimes de furto e três de roubo (o crime de roubo difere do de furto por pressupor o uso de violência ou ameaça).

Dois dos arguidos respondem ainda pelos crimes de condução ilegal e de detenção ilegal de arma.

Estão todos na prisão, mas apenas um deles à ordem deste processo.

Os factos remontam à noite de 21 de Abril de 2003, quando, e de acordo com a acusação deduzida pelo Ministério Público, os quatro jovens, "conhecidos e amigos entre si, se reuniram nos arredores do Porto" e decidiram ir até Viana do Castelo "para fazerem algum dinheiro".

Deslocaram-se numa viatura que três dias antes tinham roubado em Paredes, tendo a sua "saga" em Viana do Castelo começado pela introdução na garagem de uma residência em Barroselas, onde roubaram vários objectos que se encontravam no interior de um automóvel, adianta a acusação.

Posteriormente, retiraram de uma viatura estacionada na via pública a vareta de óleo, com a ajuda da qual conseguiram pôr a trabalhar um outro automóvel, que passaram a utilizar nessa noite.

Na zona de Mazarefes, dois dos arguidos barraram a passagem a uma viatura que seguia na Estrada Nacional 308, e, empunhando uma arma de fogo cada um, agrediram os ocupantes com a coronha e a murro e pontapé, após o que os abrigaram a deitar-se no chão da estrada.

Roubaram-lhes todo o dinheiro que levavam, assim como telemóveis e a aparelhagem da viatura.

Cerca das 03:30 do dia 22 de Abril, assaltaram uma loja de electrodomésticos em Barroselas, partindo a montra com a ajuda de paralelos e "praticamente limpando" o estabelecimento.

Um dos arguidos ainda efectuou três disparos na direcção da dona da loja, que foi à janela ver o que se estava a passar, mas que não foi atingida.

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