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Guardas prisionais do Linhó prolongam greve e grupo de advogdaos marca protesto

Guardas prisionais do Linhó prolongam greve e grupo de advogdaos marca protesto

Os guardas prisionais da cadeia do Linhó, em Cascais, vão continuar em greve durante o mês de março e a Associação de Apoio ao Recluso (APAR) e um grupo de advogados marcaram protesto para esta sexta-feira.

Lusa /

De acordo com o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que já entregou o pré-aviso de greve para continuar a paralisação, os trabalhadores entendem que continuam por garantir as condições de segurança, essencialmente relacionadas com "as agressões a elementos do Corpo da Guarda Prisional".

A greve dos guardas prisionais dura desde dezembro do ano passado, tendo a APAR denunciado vários episódios que considera que são consequência da paralisação dos guardas e que não respeitam a dignidade dos reclusos.

Em protesto contra as condições em que se encontram estes reclusos, a APAR e um grupo de advogados vão concentrar-se à porta da cadeia do Linhó esta sexta-feira. Hoje, em declarações à Lusa, o advogado Ricardo Serrano Vieira, que faz parte do grupo que estará no protesto de apoio aos presos, explicou que "o não cumprimento dos `serviços mínimos` tem, entre outros problemas, impedido que os reclusos mudem de roupa de cama, porque a lavandaria está fechada, e de vestuário, porque as famílias estão impedidas de levar a roupa suja ou de trazer a lavada".

Segundo a APAR, a greve dos guardas prisionais obrigou ao encerramento da lavandaria e os reclusos estão, por isso, sem poder lavar roupa há mais de 70 dias. Além disso, chegaram a ser impedidas as saídas das celas para os recreios, por falta de guardas prisionais. Segundo a associação, as duas horas de recreio para os reclusos já estão a ser cumpridas, depois de ter sido aceite participação ao Ministério Público, que foi entregue em mãos ao Procurador-Geral da República, pelo incumprimento dos serviços mínimos, mas permanecem outras divergências sobre os serviços mínimos entre os guardas prisionais e a APAR.

Além dos problemas na cadeia do Linhó, a APAR tem denunciado falta de condições também noutras prisões do país, tendo esta associação anunciado na semana passada que vai enviar para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos centenas de queixas de reclusos por falta de condições nas cadeias portuguesas.

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