País
Há leite chinês e derivados à venda em Portugal
Supermercado chinês comercializava ainda ontem embalagens de “Milk Drink” com leite em pó oriundo da China apesar do embargo imposto a este tipo de produtos em todos os países da União Europeia. ASAE afirma não ter meio para controlar o mercado paralelo que sempre existiu no nosso país.
Foram hoje retiradas de um supermercado chinês sito na Praça da República, no Porto, as embalagens de "Milk Drink", com leite em pó oriundo da China.
Apesar de um funcionário da loja ter garantido ao jornalista da “Lusa”, “que nunca tinham comercializado" qualquer produto com aquele componente, foram retirados de acordo com a agência de notícias portuguesa vários produtos suspeitos das estantes do supermercado e muitas foram reintroduzidas com etiquetas legendadas em português.
Algumas das novas etiquetas apostas nos produtos não mencionavam a existência de leite em pó na sua composição embora a legendagem em inglês ou francês referisse a sua existência como componente do produto.
Estes produtos, que a Lusa adquiriu e fotografou, continuam a ser vendidos no supermercado chinês já com novas etiquetas, em português, de acordo com o que obriga a legislação comunitária.
Em Lisboa, uma equipa de reportagem da RTP comprou, esta manhã, leite chinês e encontrou dezenas de outros produtos cuja importação está proibida na União Europeia.
A loja chinesa que a RTP visitou possuía dezenas de produtos feitos á base de leite em pó, tais como, bolachas, iogurtes, doces e várias bebidas feitas com derivados de leite, todas com origem na china.
Apesar das garantias dadas recentemente que não havia produtos que incorporassem derivados do leite chinês em Portugal, a RTP constatou que, de facto, esses produtos continuam à venda nas cadeias de lojas chinesas quer em Lisboa, quer no Porto.
ASAE não consegue controlar mercado paralelo
Em Portugal, o controlo da importação destes produtos cabe ao Gabinete de Planeamento e Políticas e a fiscalização à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
O inspector-geral da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica admitiu hoje ser incapaz de garantir que não há importação ilegal e paralela de pequenas quantidades de produtos lácteos da China, mas reafirma que a vigilância foi reforçada.
Confrontado com o facto de terem sido encontrados no Porto num supermercado “chinês” produtos suspeitos com origem na China, António Nunes confessou que "isso é perfeitamente possível. O que a ASAE diz e volta a reafirmar é que não tinha indícios de que houvesse importação de leite e derivados para Portugal, medida proibida desde 2002. O que não quer dizer que não possa existir em pequenas quantidades por canais informais".
"Não posso garantir que não haja pessoas que façam importações ilegais e paralelas, por isso é que nós existimos, para retirar imediatamente esses produtos dos locais", continuou.
"Aquilo que garantimos é que nos circuitos normais não há indícios dessa importação", acrescentou.
António Nunes garantiu ainda que a ASAE vai verificar todas as cadeias de importação de produtos, restauração e lojas de produtos orientais apreendendo todos os produtos à base de leite proveniente da China que forem encontrados.
Quanto aos sucedâneos, como rebuçados ou bolachas, serão recolhidas amostras e, sempre que haja qualquer irregularidade, serão apreendidos.
Ministério da Agricultura emite alerta à importação
O Ministério da Agricultura emitiu na passada quarta-feira um alerta de controlo à importação de produtos lácteos de vários países asiáticos, após a contaminação de leite ocorrida na China, que já matou quatro bebés e intoxicou outros 53 mil.
O alerta, que se estende a derivados do leite vindos Taiwan, Hong-Kong, Singapura e Japão foi emitido pelo Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério e dirigidos a todas as direcções-gerais de Agricultura e Pescas e regiões Autónomas.
Incluídos no alerta estão os produtos derivados do leite, que contenham leite, soro de leite, leite em pó, leitelho (produto residual da transformação de leite integral em manteiga), natas, manteiga, caseína de leite (uma proteína) e caseinatos do leite (proteínas).
União Europeia decretou embargo total a produtos à base do leite em pó chinês
A Comissão Europeia anunciou quinta-feira que vai impor um embargo total aos produtos para crianças provenientes da China sue sejam considerados de risco.
O embargo decidido pela EU deverá entrar em vigor na próxima sexta-feira e é composto essencialmente por três medidas.
1. Todos os produtos provenientes da China que contenham mais de 15 por cento de leite em pó, como biscoitos ou chocolate, serão submetidos a testes de qualidade;
2. Os produtos deste tipo que já se encontrem no mercado europeu serão fiscalizados pelas entidades competentes;
3. A Comissão prevê «impor um embargo total sobre os produtos provenientes da China para crianças que contenham qualquer percentagem de leite», por medida de precaução.
Recorde-se que os produtos lácteos já são alvo de embargo desde 2002 no espaço da União Europeia.
Apesar de um funcionário da loja ter garantido ao jornalista da “Lusa”, “que nunca tinham comercializado" qualquer produto com aquele componente, foram retirados de acordo com a agência de notícias portuguesa vários produtos suspeitos das estantes do supermercado e muitas foram reintroduzidas com etiquetas legendadas em português.
Algumas das novas etiquetas apostas nos produtos não mencionavam a existência de leite em pó na sua composição embora a legendagem em inglês ou francês referisse a sua existência como componente do produto.
Estes produtos, que a Lusa adquiriu e fotografou, continuam a ser vendidos no supermercado chinês já com novas etiquetas, em português, de acordo com o que obriga a legislação comunitária.
Em Lisboa, uma equipa de reportagem da RTP comprou, esta manhã, leite chinês e encontrou dezenas de outros produtos cuja importação está proibida na União Europeia.
A loja chinesa que a RTP visitou possuía dezenas de produtos feitos á base de leite em pó, tais como, bolachas, iogurtes, doces e várias bebidas feitas com derivados de leite, todas com origem na china.
Apesar das garantias dadas recentemente que não havia produtos que incorporassem derivados do leite chinês em Portugal, a RTP constatou que, de facto, esses produtos continuam à venda nas cadeias de lojas chinesas quer em Lisboa, quer no Porto.
ASAE não consegue controlar mercado paralelo
Em Portugal, o controlo da importação destes produtos cabe ao Gabinete de Planeamento e Políticas e a fiscalização à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
O inspector-geral da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica admitiu hoje ser incapaz de garantir que não há importação ilegal e paralela de pequenas quantidades de produtos lácteos da China, mas reafirma que a vigilância foi reforçada.
Confrontado com o facto de terem sido encontrados no Porto num supermercado “chinês” produtos suspeitos com origem na China, António Nunes confessou que "isso é perfeitamente possível. O que a ASAE diz e volta a reafirmar é que não tinha indícios de que houvesse importação de leite e derivados para Portugal, medida proibida desde 2002. O que não quer dizer que não possa existir em pequenas quantidades por canais informais".
"Não posso garantir que não haja pessoas que façam importações ilegais e paralelas, por isso é que nós existimos, para retirar imediatamente esses produtos dos locais", continuou.
"Aquilo que garantimos é que nos circuitos normais não há indícios dessa importação", acrescentou.
António Nunes garantiu ainda que a ASAE vai verificar todas as cadeias de importação de produtos, restauração e lojas de produtos orientais apreendendo todos os produtos à base de leite proveniente da China que forem encontrados.
Quanto aos sucedâneos, como rebuçados ou bolachas, serão recolhidas amostras e, sempre que haja qualquer irregularidade, serão apreendidos.
Ministério da Agricultura emite alerta à importação
O Ministério da Agricultura emitiu na passada quarta-feira um alerta de controlo à importação de produtos lácteos de vários países asiáticos, após a contaminação de leite ocorrida na China, que já matou quatro bebés e intoxicou outros 53 mil.
O alerta, que se estende a derivados do leite vindos Taiwan, Hong-Kong, Singapura e Japão foi emitido pelo Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério e dirigidos a todas as direcções-gerais de Agricultura e Pescas e regiões Autónomas.
Incluídos no alerta estão os produtos derivados do leite, que contenham leite, soro de leite, leite em pó, leitelho (produto residual da transformação de leite integral em manteiga), natas, manteiga, caseína de leite (uma proteína) e caseinatos do leite (proteínas).
União Europeia decretou embargo total a produtos à base do leite em pó chinês
A Comissão Europeia anunciou quinta-feira que vai impor um embargo total aos produtos para crianças provenientes da China sue sejam considerados de risco.
O embargo decidido pela EU deverá entrar em vigor na próxima sexta-feira e é composto essencialmente por três medidas.
1. Todos os produtos provenientes da China que contenham mais de 15 por cento de leite em pó, como biscoitos ou chocolate, serão submetidos a testes de qualidade;
2. Os produtos deste tipo que já se encontrem no mercado europeu serão fiscalizados pelas entidades competentes;
3. A Comissão prevê «impor um embargo total sobre os produtos provenientes da China para crianças que contenham qualquer percentagem de leite», por medida de precaução.
Recorde-se que os produtos lácteos já são alvo de embargo desde 2002 no espaço da União Europeia.