Hospital de Évora com sistema ALERT nas Urgências até final Novembro
O sistema informático ALERT deverá começar a funcionar, até final de Novembro, nas Urgências do Hospital de Évora, sendo o papel substituído pelo formato digital no registo e circulação da informação clínica dos doentes, foi hoje anunciado.
Em comunicado, o Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) sublinha ter iniciado hoje a formação dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares de acção médica, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assistentes sociais e administrativos) no âmbito do novo software.
A formação, que a administração hospitalar considera ser "uma das principais etapas" do processo de introdução do ALERT, vai prolongar-se durante as próximas oito semanas.
Contactada pela agência Lusa, fonte hospitalar adiantou que a aplicação informática vai começar por funcionar no Serviço de Urgência, passo que deverá ser dado, previsivelmente, "até ao final do mês de Novembro".
A seguir, de forma gradual, segundo o HESE, o sistema informático será também instalado nos serviços de Consultas Externas, de Internamento e no Bloco Operatório.
O ALERT, já implementado ou em implementação em 30 hospitais e 12 centros de Saúde portugueses, assim como em 32 espanhóis, é um software que permite a substituição do papel pelo formato digital como suporte para o registo e circulação de informação clínica dos doentes.
Uma funcionalidade que, para o HESE, vai traduzir-se num "aumento da qualidade da prestação de cuidados de saúde", não só por tornar os processos mais ágeis, mas também por diminuir toda a burocracia inerente a cada utente".
O ALERT é uma solução clínica para a informatização integral dos hospitais e centros de Saúde, permitindo o registo, interligação, reutilização e análise de todos os dados relacionados com os pacientes e a actividade dos profissionais de saúde.
Os procedimentos clínicos, explica a unidade, ficam registados digitalmente, em tempo real, e são acessíveis aos diferentes intervenientes no processo, sem necessidade de utilização do papel.
Todos os procedimentos são feitos por computador, através do qual os médicos e os funcionários acompanham a passagem dos doentes por todo o serviço, desde o momento da admissão até à alta médica, incluindo a prescrição de receitas e a realização de meios complementares de diagnóstico.
Além disso, o programa informático inclui um sistema de alertas que apresentam uma lista de tarefas por realizar ou de eventos que necessitem de intervenção, minorando tempos de espera e permitindo a vigilância de todos os utentes.
"A informação está centralizada no utente e o acesso dos profissionais ao sistema é feito por impressão digital, garantindo assim um elevado nível de segurança", acrescenta o HESE.
De acordo com os dados divulgados hoje pela unidade hospitalar, em 2005 o HESE atendeu mais de 60 mil casos de urgência e registou mais de 14 mil internamentos.
No mesmo ano, as intervenções cirúrgicas realizadas ultrapassaram as 4.300 e foram realizadas perto de 131 mil consultas externas.
O HESE abrange 16 concelhos do Alentejo, que representam um total de 173 mil habitantes, trabalhando na unidade 1.239 funcionários, dos quais 206 são médicos e 457 enfermeiros.