Hospital S. António com atrasos de cerca de uma hora nas consultas externas

Hospital S. António com atrasos de cerca de uma hora nas consultas externas

Porto, 24 nov (Lusa) -- "Greve, entrada livre" é o que se lê hoje num pequeno cartaz colocado no balcão do internamento do Hospital de Santo António, no Porto, unidade que regista atrasos de uma hora no atendimento de consultas externas.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Na zona do internamento do Hospital de Santo António, o balão de atendimento tem um aviso onde se lê: "Greve. Entrada Livre".

A informação, segundo o segurança ao serviço disse à Lusa, indica que os serviços de Radiologia, Oftalmologia, Bloco Operatório, Endocrinologia, entre outros, estão sem o número normal de funcionários a controlar os visitantes e a respetiva duração da visita.

Na parte das consultas externas do Hospital de Santo António as demoras fazem-se sentir na receção e os pacientes estão cerca de uma hora à espera da chamada, desconhecendo se os médicos estão a dar consultas.

"Tinha consulta de cirurgia vascular às 10:40, estou aqui há 45 minutos e ainda tenho cinco senhas à minha frente", lamentou Augusta Sá Leão, 66 anos, sentada na sala de espera das consultas externas do Santo António, referindo que, por norma, espera "cinco a 10 minutos" para ser chamada, mas que hoje teme que a consulta vá "atrasar muito".

Também Arménio Pinto, 48 anos, de Gondomar, aguarda há 45 minutos para ser chamado, na receção das consultas externas, para ter uma consulta de rotina de cardiologia.

"Isto hoje está muito lento e ainda nem sei se tenho consulta. Só quando chegar a minha vez é que vou ficar a saber se o médico está a trabalhar", refere Arménio Pinto, no meio de dezenas de pessoas que desesperam pela sua vez.

Um dos funcionários dos serviços gerais do Hospital de Santo António, Rui Zacarias, não tem mãos a medir para direcionar os utentes que vão chegando à secção das consultas externas.

Em declarações à Lusa, comentou que sente mais a adesão à greve na parte dos serviços administrativos do que no corpo médico.

A greve geral convocada para hoje em Portugal pela CGTP e UGT, para protestar contra as medidas de austeridade decretadas pelo governo, está a "registar forte adesão", de acordo com informações transmitidas pelas duas centrais sindicais.

Nos grandes centros urbanos como Lisboa e Porto, autocarros e metropolitanos estão praticamente paralisados, havendo também fortes constrangimentos nas ligações ferroviárias a nível do país.

Além dos transportes, os efeitos da greve geral, a segunda conjunta convocada por CGTP e UGT, estão também a fazer-se sentir junto de escolas, hospitais e centros de saúde, tribunais, autarquias e outras repartições do Estado, afetando ainda alguns setores privados, em especial na indústria.

Tópicos
PUB