País
Igreja Católica apresenta grupo de apoio às vítimas de abuso sexual
A Igreja Católica portuguesa apresenta esta quarta-feira em Lisboa o grupo de apoio às vítimas de abuso sexual em ambiente eclesiástico e que vai trabalhar em articulação com as Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.
Denominado Grupo VITA - Grupo de acompanhamento das situações de abuso sexual de crianças e adultos vulneráveis no contexto da Igreja Católica em Portugal -, este projeto será liderado pela psicóloga Rute Agulhas - que até agora integrava a Comissão Diocesana de Lisboa de Proteção de Menores - e a sua ação terá um horizonte temporal de três anos.
“Será constituído por uma equipa de profissionais tecnicamente competentes e terá a missão de acolher, escutar, acompanhar e prevenir as situações de abuso sexual de crianças e adultos vulneráveis no contexto da Igreja em Portugal, dando atenção às vítimas e aos agressores”, esclareceu a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), na passada quinta-feira, quando anunciou a constituição do Grupo VITA.
A criação do Grupo VITA surge na sequência do trabalho da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica, liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht, que, ao longo de quase um ano, validou 512 testemunhos de casos ocorridos entre 1950 e 2022, apontando, por extrapolação, para um número mínimo de 4.815 vítimas.
Como consequência, algumas dioceses decidiram afastar cautelarmente alguns padres, enquanto decorrem os respetivos processos.
“Será constituído por uma equipa de profissionais tecnicamente competentes e terá a missão de acolher, escutar, acompanhar e prevenir as situações de abuso sexual de crianças e adultos vulneráveis no contexto da Igreja em Portugal, dando atenção às vítimas e aos agressores”, esclareceu a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), na passada quinta-feira, quando anunciou a constituição do Grupo VITA.
A criação do Grupo VITA surge na sequência do trabalho da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica, liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht, que, ao longo de quase um ano, validou 512 testemunhos de casos ocorridos entre 1950 e 2022, apontando, por extrapolação, para um número mínimo de 4.815 vítimas.
Como consequência, algumas dioceses decidiram afastar cautelarmente alguns padres, enquanto decorrem os respetivos processos.