País
"Inconcebível" se falhas travassem candidaturas. Calendário nos politécnicos mantém-se
O Conselho Coordenador do Institutos Superiores Politécnicos manifesta preocupação com os problemas na divulgação das notas dos exames nacionais do secundário. Diz que, para já, não há alteração de datas.
Os institutos politécnicos afirmam que estão disponíveis para alterar o calendário das candidaturas, se for essa a indicação do ministro Fernando Alexandre. Por enquanto, não houve alterações nas datas, apesar dos problemas com a correção dos exames nacionais, um processo que tem preocupado o Conselho Coordenador do Institutos Superiores Politécnicos.
A vice-presidente do conselho, Ângela Lemos, considera que seria inconcebível se os alunos não se conseguissem candidatar à primeira fase, até ao dia 6 de agosto. Questionada se o calendário não estará a ficar apertado para os politécnicos, por causa dos atrasos que existiram na correção dos exames, responde que é o Ministério da Educação, Ciência e Inovação que cabe verificar isso.
"O ministério tem que avaliar", diz Ângela Lemos à RTP Antena 1, sendo que nenhum estudante da primeira fase, considera, "não pode deixar de poder concorrer por falhas no sistema". Acrescenta: "Isso é uma coisa que para nós é inconcebível".
Para o ensino superior, e neste caso para os politécnicos, "todo este processo preocupa", afirma, sublinhando que importa que os estudantes "cheguem bem" até estas instituições, que estão "no fim da linha".
Sobre eventuais alterações no calendário, a vice-presidente do Conselho Coordenador do Institutos Superiores Politécnicos diz que há abertura para mudar datas se for necessário. "Adaptaremos e ajustaremos, dentro do que nos for apresentado", explica, conforme eventuais alterações propostas por Fernando Alexandre.
Na última sexta-feira, na Assembleia da República, o ministro da Educação rejeitou que fosse necessário mudar o calendário de acesso ao ensino superior: "Não há nenhuma razão para alterar o calendário de acesso ao ensino superior", considerou.
Além do Concurso Nacional de Acesso, que depende dos exames nacionais, o conselho alerta que alguns concursos locais podem ser afetados.
As candidaturas aos CTeSP - os cursos técnicos superiores profissionais - dependem também da conclusão do ensino secundário. Ângela Lemos avisa que os prazos podem ser alargados nestas candidaturas específicas.
A Antena 1 também contactou o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, que não se quer pronunciar sobre o tema por enquanto.