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IP garante que vai cumprir PRR mas admite atrasos após tempestades
Os efeitos do mau tempo e a transferência de empreiteiros para reparações atrasaram obras em curso. Estes problemas não põem em causa os investimentos do PRR, assegura o presidente da Infraestruturas de Portugal. Em entrevista à Antena 1, Miguel Cruz anuncia que vão ser feitas 1300 inspeções extraordinárias em pontes, viadutos e túneis. Quanto à Linha do Oeste, defende que não houve contradições de prazos com o ministro Miguel Pinto Luz.
Vídeo: Ana Narciso | Edição: Sofia Vicente
A menos de um ano de terminar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o presidente da IP garante que não haverá dinheiro europeu em causa nas infraestruturas nacionais por causa das tempestades. “Vamos garantir que isso não acontece”, diz Miguel Cruz em entrevista à Antena 1. É o próprio que reconhece a existência de atrasos: “Os impactos em prazo já aconteceram”.
Sem dar conta de muitos exemplos, assume que se refere à rodovia e que estão “empenhados”, com as equipas envolvidas nas obras, em “recuperar esse tempo”. “As obras estavam em curso e, nalguns casos até em fase final, mas os troços em obra ficaram completamente alagados”, explica. O único exemplo que deu foi a variante a Beringel, integrada em obras do IP8 entre Ferreira do Alentejo e Beja. “Aquela zona, perto de Beja, ficou completamente alagada e, portanto, é um dos projetos que teve um impacto temporal”, refere Miguel Cruz, estando a IP a trabalhar para “recuperar esse prazo” e “cumprir aquilo que são os objetivos do PRR”.
A maior parte das obras rodoviárias e ferroviárias pararam na altura das tempestades. Isso aconteceu porque “não havia condições para fazer obra”, mas também porque “recorremos a alguns dos empreiteiros que estavam a trabalhar connosco nalgumas destas obras para nos ajudar nos trabalhos de emergência”.
Sem dar conta de muitos exemplos, assume que se refere à rodovia e que estão “empenhados”, com as equipas envolvidas nas obras, em “recuperar esse tempo”. “As obras estavam em curso e, nalguns casos até em fase final, mas os troços em obra ficaram completamente alagados”, explica. O único exemplo que deu foi a variante a Beringel, integrada em obras do IP8 entre Ferreira do Alentejo e Beja. “Aquela zona, perto de Beja, ficou completamente alagada e, portanto, é um dos projetos que teve um impacto temporal”, refere Miguel Cruz, estando a IP a trabalhar para “recuperar esse prazo” e “cumprir aquilo que são os objetivos do PRR”.
A maior parte das obras rodoviárias e ferroviárias pararam na altura das tempestades. Isso aconteceu porque “não havia condições para fazer obra”, mas também porque “recorremos a alguns dos empreiteiros que estavam a trabalhar connosco nalgumas destas obras para nos ajudar nos trabalhos de emergência”.
“A consequência disso é claro, isto tem impacto em termos de prazo dos próprios investimentos”, conclui.
Com os trabalhos de reparação ainda em curso em 34 estradas nacionais e duas linhas ferroviárias, Miguel Cruz diz que nesta altura não há falta de empreiteiros, entre as obras programadas e as reparações, mas deixa em aberto para o futuro: “Vamos ver como é que as coisas correm durante o ano”. A Estrada Nacional 243, em Porto de Mós, é a que apresenta o corte mais extenso - são quase 18 quilómetros, entre o km 5.3 e 23,16. O segundo maior é em Manteigas, com a derrocada de um troço na Estrada Nacional 232, entre os quilómetros 49 e 61.
Sobre este caso, o presidente da IP diz que ainda é cedo para apontar uma data, por causa da instabilidade no terreno. Isto depois do autarca de Manteigas, Flávio Massano, ter apontado que a estrada só estaria resposta em 2028, segundo a imprensa local.
IP planeia 1300 inspeções extraordinárias
Com os trabalhos de reparação ainda em curso em 34 estradas nacionais e duas linhas ferroviárias, Miguel Cruz diz que nesta altura não há falta de empreiteiros, entre as obras programadas e as reparações, mas deixa em aberto para o futuro: “Vamos ver como é que as coisas correm durante o ano”. A Estrada Nacional 243, em Porto de Mós, é a que apresenta o corte mais extenso - são quase 18 quilómetros, entre o km 5.3 e 23,16. O segundo maior é em Manteigas, com a derrocada de um troço na Estrada Nacional 232, entre os quilómetros 49 e 61.
Sobre este caso, o presidente da IP diz que ainda é cedo para apontar uma data, por causa da instabilidade no terreno. Isto depois do autarca de Manteigas, Flávio Massano, ter apontado que a estrada só estaria resposta em 2028, segundo a imprensa local.
IP planeia 1300 inspeções extraordinárias
Passado o período crítico, a IP mantém trabalho coordenado com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) por causa da inspeção pedida pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
A gestora rodoviária e ferroviária é responsável por 8200 pontes, túneis e viadutos - também chamadas de "obras de arte". A estas infraestruturas, Miguel Cruz diz que estão planeadas cerca de 1300 inspeções extraordinárias, incluindo 75 "inspeções subaquáticas”. "Toda esta informação, adicionalmente, é facultada ao LNEC”, garante, sem que exista “nenhuma situação particularmente complicada a apontar” no trabalho já feito.
Entre todas as avaliações e trabalhos em curso, na primeira entrevista que deu após as tempestades, na RTP, Miguel Cruz fez uma primeira estimativa de 400 milhões de euros, valor que bate certo com o dinheiro que o Governo transferiu para a IP fazer obras de recuperação.
Agora em entrevista à Antena 1, insiste em deixar as contas em aberto: “Não é certo que se vá ultrapassar este valor”, mas sublinha que “isto é evolutivo”.
A gestora rodoviária e ferroviária é responsável por 8200 pontes, túneis e viadutos - também chamadas de "obras de arte". A estas infraestruturas, Miguel Cruz diz que estão planeadas cerca de 1300 inspeções extraordinárias, incluindo 75 "inspeções subaquáticas”. "Toda esta informação, adicionalmente, é facultada ao LNEC”, garante, sem que exista “nenhuma situação particularmente complicada a apontar” no trabalho já feito.
Entre todas as avaliações e trabalhos em curso, na primeira entrevista que deu após as tempestades, na RTP, Miguel Cruz fez uma primeira estimativa de 400 milhões de euros, valor que bate certo com o dinheiro que o Governo transferiu para a IP fazer obras de recuperação.
Agora em entrevista à Antena 1, insiste em deixar as contas em aberto: “Não é certo que se vá ultrapassar este valor”, mas sublinha que “isto é evolutivo”.
“Não temos razão nenhuma para fixar ou para sugerir um valor que seja diferente”, sublinha para já.
"Não vejo onde é que isto contradiz o que o ministro disse”
“A Linha do Oeste vai estar no mínimo nove meses parada para toda a sua reconstrução." Este anúncio foi feito por Miguel Pinto Luz no dia 2 de fevereiro, ainda o comboio de tempestades não tinha terminado.
Estas palavras, repetidas uma semana depois, acabaram por ser o gatilho para um conjunto de reportagens que a Antena 1 fez no final do último mês e que terminam na rádio, esta quinta-feira, com o programa A1 Doc (depois do noticiário das 15h00) - para perceber os impactos do encerramento prolongado desta linha ferroviária.
Muitas foram as pessoas impressionadas com o longo prazo que foi dado, sem mais informação dada – a rádio pública bem tentou questionar, mas tanto a IP como o Ministério das Infraestruturas fecharam-se em copas na altura. Mas passados quase 50 dias, a IP anuncia que o troço a norte de Caldas da Rainha poderia ser reaberto, e assim foi a partir do dia 16 de março: seis comboios interregionais regressaram com ligações a Coimbra.
Pela primeira vez, a IP reconhece que o prazo de nove meses partiu da gestora e recusa que exista qualquer contradição com as palavras do ministro.
Pela primeira vez, a IP reconhece que o prazo de nove meses partiu da gestora e recusa que exista qualquer contradição com as palavras do ministro.
“Eu não vejo onde é que isto [a reabertura parcial] contradiz o que o ministro disse”, sublinha Miguel Cruz, apesar da categórica expressão usada “no mínimo nove meses parada para toda a sua reconstrução”.
O responsável pela IP recorda que há um troço fechado, entre Mira-Sintra Meleças e Caldas da Rainha, e que a linha não funciona em pleno de uma ponta à outra. “A estimativa de tempo foi feita com base numa avaliação que nós estávamos a fazer”, afirma. Questionado se foi uma avaliação excessiva, não vacila: “Continuamos a considerar que é razoável” tendo em conta o deslizamento de taludes que continuou.
Miguel Cruz aponta que antes de novembro não será reaberto o troço que falta, mas não se compromete com um prazo claro. Será até ao final deste ano? "Só conseguiremos dar esse horizonte quando tivermos os estudos todos realizados", responde. Foram já à volta de 20 os locais identificados com deslizamentos de taludes e instabilidade na plataforma da via.
Quanto à Linha da Beira Baixa, mantém-se a previsão de reabertura em seis meses.
Miguel Cruz aponta que antes de novembro não será reaberto o troço que falta, mas não se compromete com um prazo claro. Será até ao final deste ano? "Só conseguiremos dar esse horizonte quando tivermos os estudos todos realizados", responde. Foram já à volta de 20 os locais identificados com deslizamentos de taludes e instabilidade na plataforma da via.
Quanto à Linha da Beira Baixa, mantém-se a previsão de reabertura em seis meses.