Julgado de Paz de Gaia com novas instalações no centro da cidade

Julgado de Paz de Gaia com novas instalações no centro da cidade

Vila Nova de Gaia, Porto, 31 jan (Lusa) -- O Julgado de Paz de Vila Nova de Gaia vai mudar para novas e melhores condições no centro da cidade, depois da assinatura de um protocolo com o ministério da Justiça agendado para final de fevereiro.

Lusa /

"Vamos criar um verdadeiro Julgado de Paz, devidamente protocolado na zona centeal do concelho e bem serviço de transportes e acessos", disse à Lusa o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.

As novas instalações do Julgado de Paz de Gaia, atualmente situado na freguesia de Pedroso, ficarão no último piso do Centro Cívico e da Juventude de Gaia, na Rua Marquês Sá da Bandeira que terá uma sala de audiência, uma sala de mediação, gabinete de juízes de paz e mediadores, salas de atendimento, espera e serviços administrativos.

De acordo com o autarca, mais de metade dos utentes do atual julgado, "a funcionar há vários anos em condições de grande precariedade", são das freguesias de Mafamude, Vilar do Paraíso, Santa Marinha e Canidelo, sendo os naturais de Pedroso residuais.

"A Câmara Municipal espera que o número de utentes aumente bastante e que as condições de trabalho e serviço fiquem melhoradas", destacou o autarca, acrescentando que este "é um compromisso com alguma importância para o município".

O Julgado de Paz de Vila Nova de Gaia foi criado como projeto experimental em 2001 e conta, atualmente, com um movimento anual de 700 processos, antevendo-se que "poderá reforçar substancialmente a sua atividade ao serviço da justiça e da população, através da sua fixação em novas e mais adequadas instalações no centro da cidade", lê-se no protocolo que será levado à reunião de câmara de segunda-feira.

No documento, o Ministério da Justiça fica sujeito ao acompanhamento do funcionamento do Julgado de Paz, à promoção de formação de meios humanos para os serviços de atendimento e apoio administrativo, ao pagamento das remunerações dos juízes, à transferência para o município de 50% das custas a cobrar aos utilizadores, entre outras ações formativas e pedagógicas.

Já ao município compete disponibilizar gratuitamente as instalações, assegurar a sua manutenção e respetivos encargos, disponibilizar os serviços do arquivo municipal e apoiar a sua divulgação.

O protocolo, com a duração de três anos, prevê ainda dotar o Julgado de Paz de Gaia de dois juízes, dois elementos no serviço de atendimento, dois no apoio administrativo e mediadores.

A atuação dos julgados de paz é vocacionada para permitir a participação cívica dos interessados e estimular a justa composição dos litígios por acordo das partes, tendo procedimentos orientados pelos princípios da simplicidade, adequação, informalidade, oralidade e economia processual.

A assinatura do protocolo entre a câmara e o Ministério da Justiça está agendada para 27 de fevereiro com a presença de Paula Teixeira da Cruz.

LIL // MSP

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