Lei laboral. PCP quer confrontar Governo com "ataque a direitos" e pede "clarificação" na AR

Lei laboral. PCP quer confrontar Governo com "ataque a direitos" e pede "clarificação" na AR

O PCP considera que está em curso um "ataque aos direitos dos trabalhadores", que tem "conduzido à degradação das condições de vida", e diz que quer confrontar o Governo com as opções políticas tomadas nos últimos dois anos.

Teresa Borges - RTP Antena 1 /
Foto: Tiago Petinga - Lusa

O partido agendou para esta quinta-feira, na Assembleia da República, uma interpelação ao Governo centrada no "pacote laboral, salários e direitos". Paula Santos, líder parlamentar comunista, defende que as condições de vida se têm vindo a agravar e acusa o executivo de querer “andar para trás”, desde logo em matéria laboral.

"Não podemos aceitar que aquilo que o Governo pretenda para os trabalhadores é ainda dificultar mais a sua vida, que seja atacar e retirar direitos. Isto não tem nada de avanço nem de progresso, muito pelo contrário. Tem sim de retrocesso", acusa Paula Santos. "O que este Governo pretende é andar para trás", acrescenta.
O debate tem lugar mais de uma semana depois de a proposta de lei do Governo de revisão da legislação laboral ter dado entrada na Assembleia da República. Paula Santos acredita que o pacote laboral conta já com uma "ampla e forte oposição" por parte dos trabalhadores e insiste que o Governo devia ter deixado cair o diploma.

“O pacote laboral está mais do que rejeitado. O Governo nem sequer devia ter trazido esta proposta à Assembleia da República perante esta rejeição por parte dos trabalhadores", insiste a líder do grupo parlamentar do PCP. E com a proposta de lei a seguir agora para o Parlamento, Paula Santos espera ouvir no debate desta quinta-feira uma “clarificação” por parte dos vários partidos.
"Será um momento também para a clarificação de posições das demais forças políticas", aponta a dirigente comunista, com críticas aos partidos à direita, "Daquilo que temos vindo a acompanhar há de facto um grande apoio por parte da Iniciativa Liberal e uma disponibilidade clara por parte do partido Chega relativamente a esta matéria".
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