Líder do MMS aposta em "política de total transparência" em relação ao financiamento do partido
Lisboa, 11 Mai (Lusa)- O líder do Movimento Mérito e Sociedade (MMS), Eduardo Correia, apontou hoje a "subvenção estatal apenas aos partidos políticos com assento parlamentar" como "um grande entrave à formação e desenvolvimento de novos movimentos e partidos".
Após ter entregado no Tribunal Constitucional, no dia 29 de Abril, todo o processo e as assinaturas para se constituir em partido político, o MMS reuniu-se hoje em Lisboa para "iniciar a segunda etapa de desenvolvimento do partido", segundo o seu fundador, Eduardo Correia.
O encontro teve como principais pontos "a definição e o enriquecimento dos grupos de trabalho, a estratégia de expansão regional e internacional e o sistema de financiamento" do MMS, revelou Eduardo Correia.
"As dezenas de milhões de euros que todos os anos são retirados ao Orçamento de Estado e são destinados apenas aos partidos com assento parlamentar funcionam como um grande entrave à formação e ao desenvolvimento de novos movimentos e de novos partidos", afirmou o fundador do MMS.
"A lei portuguesa é muito clara nesta matéria, existem dois modos de financiamento dos partidos, a subvenção estatal e a recolha de fundos, lei que muitas vezes não é cumprida pelos próprios partidos, que aprovam esta mesma lei", continuou.
"O MMS vai seguir uma política de total transparência, iremos rejeitar quaisquer donativos não identificados", salientou Eduardo Correia.
O líder do MMS falou ainda em "alargar os grupos de trabalho e continuar a discutir propostas e projectos, de forma a aproximar o MMS de outras instituições e organizações".
O fundador do partido disse ainda querer "levar a mensagem do MMS a todos os portugueses" e pensa mesmo numa "internacionalização, encontrando instituições com objectivos e princípios comuns aos do MMS" e "trabalhando com as comunidades portuguesas no estrangeiro".
AZF
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