País
Linha de Cascais perde 51 comboios
A Linha de Cascais tem a partir de agora menos 51 comboios, no trajeto rápido, entre as 10h00 e as 17h00 e após as 20h00 em dias úteis. A CP diz que o volume de passageiros não justificava a frequência de composições rápidas.
Os novos horários agora divulgados pela CP vão penalizar os passageiros que utilizam os serviços fora da hora de ponta, já que entre as 10h00 e as 17h00 deixa de haver serviços rápidos, o que significa que os comboios param em todas as estações entre Cascais e o Cais de Sodré.
Na Linha de Cascais circulavam 251 comboios por dia. Agora passam a circular 200. Contactada pela RTP Online, a CP – Comboios de Portugal diz que no estudo de implementação destas alterações a empresa teve em consideração as efetivas necessidades de serviço dos clientes.
Novos horários afetam 19 mil passageiros
A CP diz que, da análise feita, "o volume total de passageiros, por dia útil, na linha de Cascais, ronda os 80.250, dos quais cerca de 19 mil viajam em período fora das horas de ponta (das 10h00 às 17h00 e após as 20h00)”.
Dados da empresa revelam ainda que "80 por cento dos clientes portadores de passe ou assinatura mensal (portanto, presumíveis utilizadores diários) viajam efetivamente nos períodos de hora de ponta, nos quais a oferta não é alterada". Para a empresa, a capacidade de lugares oferecidos cobre largamente o volume da procura. "É de salientar que nos comboios da família de Oeiras (ligações Oeiras- Cais do Sodré – Oeiras), no horário 10h00 – 17h00, as taxas médias de ocupação rondam os 11 por cento; nos comboios que asseguram a ligação total (Cais do Sodré- Cascais – Cais do Sodré) situam-se nos 22 por cento”.
Assim, a empresa refere que, nas horas de ponta, não existem alterações à oferta atualmente em vigor; no período das 10h00 às 17h00 passam a existir ligações cadenciadas de 20 em 20 minutos entre o Cais do Sodré e Cascais, com paragem em todas as estações. Com esta alteração, o tempo de trajeto total da ligação aumenta apenas em cerca de sete minutos face ao momento atual.
Manutenção profunda, exigente e frequente
Estas alterações decorrem, nomeadamente, das necessidades de gestão do material circulante disponível na linha de Cascais, cuja "substituição não é viável no curto prazo e que tem necessidade de operações de manutenção profunda, exigentes e frequentes", refere a CP em comunicado.
"Essa exigência gera necessidades de imobilização do material, causando algumas perturbações nas circulações diárias. Com este novo modelo, a CP consegue melhores condições para realizar as operações de manutenção, mantendo um serviço adequado e capaz de dar resposta à procura dos clientes, conforme reflete a informação acima, com uma maior estabilidade e fiabilidade da oferta".
As alterações agora implementadas visam adequar o nível de serviço à flutuação da procura ao longo do dia. A oferta dos períodos de maior procura, 7h00-10h00 e 17h00-20h00, mantém-se praticamente inalterada face ao cenário atual. Ao longo do restante período do dia todos os comboios passam a fazer o percurso total da linha, com paragem em todas as estações.
CP pode fazer ajustamentos
"A implementação deste horário permitirá uma gestão mais eficaz do material circulante, incrementando os níveis de fiabilidade e pontualidade do serviço CP nesta linha, sem qualquer aumento de custos", salienta a CP.
A manutenção adequada às características de cada tipologia de material circulante é uma exigência que a empresa se impõe para garantir qualidade do seu serviço.
Como habitualmente, sempre que é implementada uma alteração de horários, a CP monitorizará a evolução e comportamento da procura na linha de Cascais para verificar eventuais necessidades de ajustamentos.
Autarca de Cascais espera travar decisão
O presidente da Câmara de Cascais já se manifestou contra a redução de comboios em circulação na Linha de Cascais fora das horas de ponta.
Em nota enviada à agência Lusa, Carlos Carreiras considerou que esta é uma "medida que vem na senda de outras que a empresa já tinha tomado em 2011" e adiantou ter entrado já em contacto com a administração da CP e com a Secretaria de Estado dos Transportes, "ficando agendadas reuniões para esta terça-feira, de modo a analisar e a eventualmente reverter a decisão tomada".
"Reforcei o apelo a uma urgente clarificação do modelo de negócio da linha, que promova os investimentos necessários e que têm sido adiados há dezenas de anos", acrescentou Carreiras.
Segundo o presidente da Câmara de Cascais, esta linha "é uma infraestrutura decisiva como elemento socialmente insubstituível na política de mobilidade metropolitana que serve diariamente milhares de cidadãos de Lisboa, Oeiras e Cascais e de muitos outros concelhos".
Na Linha de Cascais circulavam 251 comboios por dia. Agora passam a circular 200. Contactada pela RTP Online, a CP – Comboios de Portugal diz que no estudo de implementação destas alterações a empresa teve em consideração as efetivas necessidades de serviço dos clientes.
Novos horários afetam 19 mil passageiros
A CP diz que, da análise feita, "o volume total de passageiros, por dia útil, na linha de Cascais, ronda os 80.250, dos quais cerca de 19 mil viajam em período fora das horas de ponta (das 10h00 às 17h00 e após as 20h00)”.
Dados da empresa revelam ainda que "80 por cento dos clientes portadores de passe ou assinatura mensal (portanto, presumíveis utilizadores diários) viajam efetivamente nos períodos de hora de ponta, nos quais a oferta não é alterada". Para a empresa, a capacidade de lugares oferecidos cobre largamente o volume da procura. "É de salientar que nos comboios da família de Oeiras (ligações Oeiras- Cais do Sodré – Oeiras), no horário 10h00 – 17h00, as taxas médias de ocupação rondam os 11 por cento; nos comboios que asseguram a ligação total (Cais do Sodré- Cascais – Cais do Sodré) situam-se nos 22 por cento”.
Assim, a empresa refere que, nas horas de ponta, não existem alterações à oferta atualmente em vigor; no período das 10h00 às 17h00 passam a existir ligações cadenciadas de 20 em 20 minutos entre o Cais do Sodré e Cascais, com paragem em todas as estações. Com esta alteração, o tempo de trajeto total da ligação aumenta apenas em cerca de sete minutos face ao momento atual.
Manutenção profunda, exigente e frequente
Estas alterações decorrem, nomeadamente, das necessidades de gestão do material circulante disponível na linha de Cascais, cuja "substituição não é viável no curto prazo e que tem necessidade de operações de manutenção profunda, exigentes e frequentes", refere a CP em comunicado.
"Essa exigência gera necessidades de imobilização do material, causando algumas perturbações nas circulações diárias. Com este novo modelo, a CP consegue melhores condições para realizar as operações de manutenção, mantendo um serviço adequado e capaz de dar resposta à procura dos clientes, conforme reflete a informação acima, com uma maior estabilidade e fiabilidade da oferta".
As alterações agora implementadas visam adequar o nível de serviço à flutuação da procura ao longo do dia. A oferta dos períodos de maior procura, 7h00-10h00 e 17h00-20h00, mantém-se praticamente inalterada face ao cenário atual. Ao longo do restante período do dia todos os comboios passam a fazer o percurso total da linha, com paragem em todas as estações.
CP pode fazer ajustamentos
"A implementação deste horário permitirá uma gestão mais eficaz do material circulante, incrementando os níveis de fiabilidade e pontualidade do serviço CP nesta linha, sem qualquer aumento de custos", salienta a CP.
A manutenção adequada às características de cada tipologia de material circulante é uma exigência que a empresa se impõe para garantir qualidade do seu serviço.
Como habitualmente, sempre que é implementada uma alteração de horários, a CP monitorizará a evolução e comportamento da procura na linha de Cascais para verificar eventuais necessidades de ajustamentos.
Autarca de Cascais espera travar decisão
O presidente da Câmara de Cascais já se manifestou contra a redução de comboios em circulação na Linha de Cascais fora das horas de ponta.
Em nota enviada à agência Lusa, Carlos Carreiras considerou que esta é uma "medida que vem na senda de outras que a empresa já tinha tomado em 2011" e adiantou ter entrado já em contacto com a administração da CP e com a Secretaria de Estado dos Transportes, "ficando agendadas reuniões para esta terça-feira, de modo a analisar e a eventualmente reverter a decisão tomada".
"Reforcei o apelo a uma urgente clarificação do modelo de negócio da linha, que promova os investimentos necessários e que têm sido adiados há dezenas de anos", acrescentou Carreiras.
Segundo o presidente da Câmara de Cascais, esta linha "é uma infraestrutura decisiva como elemento socialmente insubstituível na política de mobilidade metropolitana que serve diariamente milhares de cidadãos de Lisboa, Oeiras e Cascais e de muitos outros concelhos".