Livre acusa ministro da Educação de ser "negacionista do caos dos exames"
A deputada do Livre Filipa Pinto acusou hoje o ministro da Educação de ser "negacionista do caos dos exames" nacionais e pediu a Fernando Alexandre que assuma "as suas responsabilidades políticas".
Numa intervenção durante o 17.º Congresso do Livre, que decorre até domingo Hockey Club de Sintra, Lisboa, a dirigente afirmou que o ministro é "negacionista do caos dos exames" e "não assume a sua ilusão, os seus erros".
"Mas nós exigimos que assuma as usas responsabilidades políticas, nós exigimos que garanta às famílias, aos estudantes e às escolas a confiança e tranquilidade que merecem da escola pública", afirmou, pedindo também "direção e defesa intransigente da escola pública".
A deputada recusou que seja uma empresa privada, "contratada por ajuste direto que diga o que correu mal".
"Nós, no Livre, não queremos mais cortes no Ministério da Educação, queremos mais investimento", salientou, defendendo que a "qualidade da escola pública não pode ficar refém de uma política de cortes e fusões".
Filipa Pinto indicou também que o partido vai continuar "a propor políticas que defendam educação pública de qualidade, para todos", sustentando que, "sem educação pública", o Estado falha "a toda uma geração" o "direito constitucional de garantia de liberdade de oportunidades e uma vida melhor"
A deputada acusou o Governo da AD de ter desmantelado o Ministério da Educação, com o "aplauso dos liberais".
"O Ministro da Educação gabou-se de cortar em 50% as direções-gerais e os organismos do Ministério e, às cegas, amadoramente, irresponsavelmente, sem testar a robustez de um novo processo de exames, avançou para a digitalização, feita manualmente em Lisboa", criticou.
Filipa Pinto lamentou que o Governo tenha "cortado nos professores que durante mais de 20 anos asseguraram a estabilidade e a fiabilidade" do processo dos exames nacionais e "culpou diretores, agrupamentos de exames e até famílias impudentes que ousaram marcar férias na altura das férias".
Numa intervenção momentos depois, a deputada Patrícia Gonçalves, que preside aos trabalhos do congresso, afirmou que o conhecimento "está no centro do projeto político" do Livre.
A dirigente defendeu que o Livre deve ser "o partido que apresenta um novo modelo de desenvolvimento para Portugal, assente na convicção de que a maior riqueza são as pessoas e o conhecimento é a principal fonte da capacidade coletiva para construir uma sociedade mais livre, próspera e preparada para o futuro".