Loja do Cidadão das Laranjeiras a meio-gás

Loja do Cidadão das Laranjeiras a meio-gás

Vários serviços da Loja do Cidadão das Laranjeiras, em Lisboa, estavam hoje de manhã a funcionar a meio-gás devido à greve dos trabalhadores da administração pública mas a paralisação afastou muitos utentes daquele espaço.

Agência LUSA /

às 9:00 de hoje apenas o serviço da Direcção de Serviços de Identificação Criminal - que pertence à Direcção-Geral da Administração de Justiça - estava encerrado devido à greve, com avisos afixados.

Na repartição dos Serviços de Identificação Civil, que pertence à Direcção Geral dos Registos e Notariado e que trata por exemplo dos Bilhetes de Identidade, estavam a trabalhar apenas duas funcionários, uma para venda de impressos e outra para entrega de BI`s.

O Gabinete de Certidões, Registo Civil, Predial e Comercial estava também a funcionar nos mínimos, limitando-se a entregar certidões requisitadas por telecópia.

A Direcção-Geral de Viação apenas tinha um funcionário, enquanto os serviços da Segurança Social tinham quatro funcionários a trabalhar.

No entanto, eram poucos os utentes afectados por este cenário, com filas diminutas e pouco tempo de espera.

Um segurança da Loja do Cidadão disse à agência Lusa que o movimento hoje é muito menor que nos dias anteriores, o que explica pelos avisos de greve afixados à porta daquele espaço e que terão levado a que as pessoas nem se tenham deslocado aos serviços.

A greve dos trabalhadores da administração pública também se fazia sentir às 08:30 em alguns serviços do hospital de Santa Maria, em Lisboa, nomeadamente nas urgências.

Nas urgências, o movimento de utentes era maior e pelo menos uma pessoa estava no posto de atendimento mas uma funcionária adiantou que o serviço está a ser afectado pela paralisação.

Já no hospital, o movimento de pessoas nos corredores era hoje de manhã menor que o habitual, disse à Lusa uma funcionária.

No entanto, o balcão de marcação de consultas abriu às 08:00 e está a funcionar normalmente, constatou a Lusa no local.

à porta do hospital não está afixada qualquer informação sobre a greve de hoje.

De acordo com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a greve neste hospital teve uma adesão de 42,8 por cento no turno da noite.

Os trabalhadores da administração pública iniciaram às 00:00 de hoje uma greve contra o novo regime de mobilidade da função pública.

As três estruturas sindicais que convocaram a paralisação prevêem uma elevada adesão, com maior impacto nos serviços de saúde, autarquias e segurança social.

A greve, inicialmente convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (FCSAP), afecta à CGTP, envolve também o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e a Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), ambos afectos à UGT.

O regime de mobilidade dos funcionários públicos prevê mecanismos de mobilidade geral, que já existem e que têm a ver com a troca, cedência ou destacamento de funcionários entre serviços.

A proposta governamental prevê também mecanismos de mobilidade especial, que é o que tem suscitado maior receio junto dos funcionários públicos e dos seus representantes, que consideram que isso é o ressuscitar dos supranumerários.

A mobilidade especial funcionará em três fases, que implicam a perda gradual de remuneração, mas não de direitos (antiguidade, protecção na doença, subsídio de férias e de Natal) nem de deveres.

A última greve da função pública convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 23 de Janeiro de 2004.

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