EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Mãe e tio de Joana Cipriano acusados de homicídio pelo MP - imprensa

Mãe e tio de Joana Cipriano acusados de homicídio pelo MP - imprensa

A mãe e o tio de Joana Cipriano, a menina que desapareceu em Setembro último perto de Portimão, foram acusados pelo Ministério Público (MP) do homicídio e ocultação e profanação do cadáver da criança, informa hoje a imprensa.

Agência LUSA /

De acordo com o Diário de Notícias (DN), "a mãe e o tio de Joana Cipriano, a menina de oito anos desaparecida a 12 de Setembro de 2004 da aldeia de Figueira, perto de Portimão, são os únicos acusados pelo MP da alegada norte da criança", depois de concluída a fase de inquérito do processo e a poucos dias de terminar o prazo para conclusão da investigação sobre o desaparecimento.

Leonor e o irmão João, que se encontram em prisão preventiva há cerca de oito meses, "poderão ser sujeitos no máximo a penas de prisão até 25 anos", escreve o DN.

O Correio da Manhã (CM) acrescenta que a acusação do MP, a partir das investigações da PJ de Faro, "aponta aos suspeitos o esquartejamento do cadáver da menina".

"A acusação não é clara sobre o destino dado ao cadáver de Joana, mas investigadores da Polícia Judiciária sustentam que foi mutilado e atirados aos porcos", diz o CM.

Segundo este jornal, citando a TVI, "o corpo esquartejado da criança terá sido lançado `aos porcos` numa pocilga próximo da Mexilhoeira Grande, arredores de Portimão, onde residia a família de Joana".

O Jornal de Notícias (JN) revela também que "as suspeitas de envolvimento dos restantes familiares foram arquivadas" porque "o Ministério Público entendeu não haver provas suficientes que permitissem qualquer condenação em julgamento".

Desde o desaparecimento da criança foram ainda constituídos arguidos o padrasto Leandro Silva e o mecânico Carlos Pinto, funcionário da sucateira negócio da família adoptiva de Joana, suspeitos de terem ajudado a ocultar o corpo.

Também como arguida figurava a mãe do padrasto da menina, Maria de Lurdes David, indiciada por suspeitas de instigação à simulação de crime com pistas falsas, e um outro filho dela, Carlos Alberto.

De acordo com o DN, a família de Lurdes David "pondera processar a PJ e `alguns jornalistas` por `difamação` e doar os montantes das indemnizações a uma instituição de apoio a crianças".

Contactado pelo JN, o advogado dos arguidos disse desconhecer se irá ou não requerer a abertura de instrução - para que um juiz de instrução criminal se pronuncie sobre a validade da acusação do MP-, o que poderá atrasar o início do julgamento.

"Caso não o faça, a mãe e o tio da Joana poderão ser julgados após a reabertura do ano judicial, depois do Verão", afirma o JN.

"Durante meses, a PJ jogou ao `gato e ao rato` com os suspeitos, que deram várias pistas falsas sobre a localização do corpo", escreve o JN.

A menina desapareceu de casa aos oito anos, tendo a família, na altura, alertado a GNR para um possível rapto.

Onze dias mais tarde, Leonor e João foram detidos e, principalmente o tio da menina, forneceu dezenas de pistas falsas sobre a localização do cadáver, restando à polícia exames periciais, nomeadamente vestígios de sangue em casa da família, para concluir que Joana foi morta em casa e que a mãe e o tio se desfizeram do cadáver para não serem detidos.

PUB