MAI inaugura hoje esquadra na antiga estação da CP de Rio Tinto
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, inaugura hoje a Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP de Rio Tinto, Gondomar, uma estrutura instalada numa antiga estação de caminhos-de-ferro.
A estação, no troço comum das linhas do Douro e do Minho, foi desactivada em 2004 e cedida pela Rede Ferroviária Nacional (Refer) à Junta de Freguesia que, após investir mais de 50 mil euros na sua reabilitação, decidiu pô-lo ao serviço da polícia.
A cedência foi feita na sequência de um "volumoso conjunto de contactos e negociações" e "na sequência de diversos apelos para reforço da segurança" dos 60 mil habitantes de Rio Tinto, disse o presidente da Junta de Freguesia, Marco Martins.
O autarca salientou que a reabilitação e novo uso do imóvel "salvaguarda" um património classificado pela CP e "melhora a segurança das 12 mil pessoas" que tomam o comboio em Rio Tinto na paragem junto à antiga estação.
O prédio, explicou o autarca, "estava em muito mais estado de conservação e a zona envolvente era muito frequentada por toxicodependentes e conhecida pela falta de segurança".
A escolha da antiga estação de caminho de ferro para instalar uma EIC suscitou já críticas da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) , que considera que o imóvel "sem quaisquer condições" para o efeito.
O dirigente da ASPP/PSP Agostinho Pinto disse que a antiga estação de comboios é uma estrutura "sem quaisquer condições para a missão, ao nível da inexistência de acesso para idosos e deficientes motores e falta de privacidade" para realização de inquirições.
Trata-se de um imóvel de dois pesos, com um total de 120 metros quadrados, "sem qualquer tratamento específico para a actividade que nele vai ser desenvolvida", afirmou Agostinho Pinto.
"Não vamos ao ponto de pedir instalações construídas de raiz para a esquadra, mas, pelo menos, devia ter condições mais condizentes com a alegada modernização das forças policiais, tão proclamada pelo senhor ministro e seus antecessores", afirmou.
O dirigente assegurou que a esquadra "não tem o equipamento suficiente", nomeadamente meios informáticos.
Há ainda "um desconhecimento generalizado relativamente ao pessoal a colocar", disse.