Maiores objeções ao `chumbo` de Medicina em Évora estão a ser tratadas - Reitora
A reitora da Universidade de Évora (UÉ) afirmou hoje que as "maiores objeções" relativas ao `chumbo` do curso de Medicina "estão a ser tratadas" e defendeu que a academia tem condições para, futuramente, apresentar "uma proposta ganhadora".
"As maiores objeções já estão a ser tratadas e, portanto, acho que temos condições para apresentar uma proposta ganhadora, da próxima vez", salientou a reitora da UÉ, Hermínia Vasconcelos Vilar, em declarações à agência Lusa.
Considerando que algumas objeções foram levantadas "sem razão", a responsável reiterou que, em relação àquelas que a academia alentejana julga que "há ainda que corrigir" aspetos, esse procedimento já está em curso.
A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) chumbou a nova proposta para a criação de um curso de Mestrado Integrado em Medicina na academia alentejana, por considerar que não cumpre "plenamente critérios essenciais".
Perante esta decisão, a UÉ ainda apresentou recurso, pedindo a revogação, total ou parcial, da deliberação, mas o Conselho de Revisão da A3ES, numa decisão tomada esta segunda-feira, negou provimento ao recurso.
"Recorremos porque achámos que tínhamos já resolvido algumas das objeções" apresentadas pela A3ES, justificou Hermínia Vasconcelos Vilar, assumindo que estes processos são sempre "particularmente exigentes".
Nas declarações à Lusa, a responsável realçou que não ficou surpreendida com este segundo `chumbo`, já que eram conhecidas "algumas reservas" da A3ES sobre o processo, e mostrou-se otimista em relação a uma futura proposta.
"Agora, sabemos o que há a corrigir e penso que temos todas as condições para apresentar uma nova proposta que seja ganhadora e reúna as condições que são exigidas pela A3ES", vincou.
Hermínia Vasconcelos Vilar, que não foi reeleita para o cargo nas eleições realizadas no dia 30 de março, assinalou, porém, que a decisão sobre o processo não lhe caberá a si, mas antes à próxima reitoria da UÉ, liderada por António Candeias, cuja tomada de posse está prevista para 11 de maio.
Questionada sobre a falta de infraestruturas essenciais ao curso apontada na decisão da agência, a reitora reconheceu que "seria importante" a conclusão das obras do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, mas "não é imprescindível".
"Temos as ULS [Unidades Locais de Saúde], que às vezes ignoram, mas as ULS são importantes e temos as ULS connosco, mas, obviamente, a abertura do hospital também será importante para este processo", acrescentou.
Este é o segundo `chumbo`, já que, há pouco mais de um ano, uma primeira proposta para abrir este curso na UÉ tinha sido igualmente reprovada, tendo então a academia revelado a intenção de reformular e submeter novo projeto, o que, agora, teve desfecho idêntico.