País
Maioria em Leiria. Perto de 1.600 clientes continuam sem comunicações fixas
A estimativa, de acordo com a Anacom, aponta para que grande parte dos acessos seja recuperada dentro de duas semanas.
Cerca de seis meses depois de a depressão Kristin ter varrido o centro do país, há quase 1.600 clientes que permanecem privados de serviços fixos de comunicações, a maior parte na região de Leiria. O balanço é da Autoridade Nacional de Comunicações.
“Segundo os dados comunicados recentemente pelos operadores, existem cerca de 1.600 acessos fixos ainda afetados na sequência da depressão Kristin (menos de um por cento dos acessos fixos inicialmente afetados), sendo a região de Leiria que concentra o maior número destas situações”, adianta a Anacom, citada pela Lusa.No final do mês de abril, havia cerca de 20 mil clientes sem serviços fixos.
Relativamente às reclamações escritas, a Anacom recebeu, até ao passado dia 15 de julho, perto de 2.200.
"Os motivos mais frequentes de reclamação”, detalha a entidade, “prendem-se com a demora na reposição dos serviços e a reincidência de falhas após reparação, com dificuldades no contacto com os operadores, com a faturação do período de indisponibilidade e com o agendamento de intervenções técnicas”.
A Anacom afirma ter acautelado ”o tratamento da quase totalidade das reclamações diretamente recebidas sobre esta matéria, numa proporção próxima de 99 por cento”: “As restantes situações correspondem a solicitações mais recentes, que se encontram ainda em tratamento”.
“As equipas da Anacom estiveram presentes no terreno e puderam constatar que as empresas de comunicações eletrónicas e as entidades detentoras de infraestruturas mobilizaram, de forma imediata, meios humanos e técnicos para os trabalhos de recuperação”, faz notar a autoridade, quando questionada sobre a eventual abertura de procedimentos contraordenacionais às operadoras de telecomunicações.
Segundo a Anacom, tendo em conta a “enorme extensão territorial e severidade dos danos, foi necessária uma priorização dos referidos trabalhos”. "Primeiro foi reposto o backbone das redes, de forma a garantir a conectividade às principais localidades, de seguida foram recuperadas as redes móveis e, por fim, a rede fixa, cujos trabalhos ainda decorrem”, acrescenta.“A recuperação da rede fixa é mais demorada do que a da rede móvel uma vez que é necessário reconstruir, em grande medida, toda a capilaridade da rede de acesso”, casa a casa, estabelecimento a estabelecimento.
A Anacom refere que “subsistem ainda diversos postes por repor e quilómetros de cabos junto ao solo, encontrando-se em curso os trabalhos de reposição destas infraestruturas físicas”, mesmo depois da recuperação do serviço, “pelo que o processo de recuperação está ainda em desenvolvimento”.
“Os operadores têm vindo a alertar para a ocorrência de inúmeras situações de cabos reparados que voltam a ser danificados/cortados na sequência de trabalhos de limpeza de terrenos, apelando para que se evitem manipular e pisar até que os trabalhos de recuperação estejam concluídos”.
“Reforço da capacidade de resposta”
O regulador “submeteu ao Governo propostas legislativas visando o reforço da capacidade de resposta e resiliência das redes, envolvendo, designadamente, propostas relativas à coordenação das intervenções para limpeza e reparação de danos, às intervenções em propriedade privada e em espaços sob gestão de concessionárias, bem como à priorização de clientes para efeitos de reposição de serviços de energia elétrica”.
“Foi também apresentada uma proposta legislativa incluindo medidas relativas a roaming nacional temporário” e formuladas “diversas recomendações com vista à simplificação de procedimentos para a instalação de infraestruturas”.Em matéria legislativa, foi publicado o diploma que cria um regime excecional e temporário de simplificação administrativa e financeira para a reconstrução de património e infraestruturas nos concelhos afetados pela intempérie.
Questionado sobre a resistência do sistema, a Anacom admite que os dados disponíveis “não permitem concluir, de forma inequívoca, que o sistema de comunicações eletrónicas seja hoje mais resiliente do que era antes da depressão Kristin”.
“Pode, contudo, afirmar-se que o país dispõe atualmente de um conhecimento mais aprofundado das vulnerabilidades evidenciadas por este evento, dos pontos críticos das redes, dos impactos sofridos, dos constrangimentos verificados na reposição dos serviços, da dependência das redes de comunicações eletrónicas face ao fornecimento de energia elétrica, da vulnerabilidade dos traçados aéreos e da necessidade de reforçar a coordenação operacional”, contrapõe.
"Os operadores têm vindo a realizar investimentos destinados ao reforço da robustez e da resiliência das suas redes, procurando aumentar a sua capacidade de resposta a fenómenos meteorológicos extremos e a outras situações de emergência”, prossegue a Autoridade de Comunicações, para rematar que a depressão Kristin “veio, certamente, reforçar a importância de conceber de raiz e desenvolver redes robustas e resilientes capazes de fazer face a este tipo de incidentes que têm ocorrido com cada vez maior frequência”.
c/ Lusa
“Segundo os dados comunicados recentemente pelos operadores, existem cerca de 1.600 acessos fixos ainda afetados na sequência da depressão Kristin (menos de um por cento dos acessos fixos inicialmente afetados), sendo a região de Leiria que concentra o maior número destas situações”, adianta a Anacom, citada pela Lusa.No final do mês de abril, havia cerca de 20 mil clientes sem serviços fixos.
Relativamente às reclamações escritas, a Anacom recebeu, até ao passado dia 15 de julho, perto de 2.200.
"Os motivos mais frequentes de reclamação”, detalha a entidade, “prendem-se com a demora na reposição dos serviços e a reincidência de falhas após reparação, com dificuldades no contacto com os operadores, com a faturação do período de indisponibilidade e com o agendamento de intervenções técnicas”.
A Anacom afirma ter acautelado ”o tratamento da quase totalidade das reclamações diretamente recebidas sobre esta matéria, numa proporção próxima de 99 por cento”: “As restantes situações correspondem a solicitações mais recentes, que se encontram ainda em tratamento”.
“As equipas da Anacom estiveram presentes no terreno e puderam constatar que as empresas de comunicações eletrónicas e as entidades detentoras de infraestruturas mobilizaram, de forma imediata, meios humanos e técnicos para os trabalhos de recuperação”, faz notar a autoridade, quando questionada sobre a eventual abertura de procedimentos contraordenacionais às operadoras de telecomunicações.
Segundo a Anacom, tendo em conta a “enorme extensão territorial e severidade dos danos, foi necessária uma priorização dos referidos trabalhos”. "Primeiro foi reposto o backbone das redes, de forma a garantir a conectividade às principais localidades, de seguida foram recuperadas as redes móveis e, por fim, a rede fixa, cujos trabalhos ainda decorrem”, acrescenta.“A recuperação da rede fixa é mais demorada do que a da rede móvel uma vez que é necessário reconstruir, em grande medida, toda a capilaridade da rede de acesso”, casa a casa, estabelecimento a estabelecimento.
A Anacom refere que “subsistem ainda diversos postes por repor e quilómetros de cabos junto ao solo, encontrando-se em curso os trabalhos de reposição destas infraestruturas físicas”, mesmo depois da recuperação do serviço, “pelo que o processo de recuperação está ainda em desenvolvimento”.
“Os operadores têm vindo a alertar para a ocorrência de inúmeras situações de cabos reparados que voltam a ser danificados/cortados na sequência de trabalhos de limpeza de terrenos, apelando para que se evitem manipular e pisar até que os trabalhos de recuperação estejam concluídos”.
“Reforço da capacidade de resposta”
O regulador “submeteu ao Governo propostas legislativas visando o reforço da capacidade de resposta e resiliência das redes, envolvendo, designadamente, propostas relativas à coordenação das intervenções para limpeza e reparação de danos, às intervenções em propriedade privada e em espaços sob gestão de concessionárias, bem como à priorização de clientes para efeitos de reposição de serviços de energia elétrica”.
“Foi também apresentada uma proposta legislativa incluindo medidas relativas a roaming nacional temporário” e formuladas “diversas recomendações com vista à simplificação de procedimentos para a instalação de infraestruturas”.Em matéria legislativa, foi publicado o diploma que cria um regime excecional e temporário de simplificação administrativa e financeira para a reconstrução de património e infraestruturas nos concelhos afetados pela intempérie.
Questionado sobre a resistência do sistema, a Anacom admite que os dados disponíveis “não permitem concluir, de forma inequívoca, que o sistema de comunicações eletrónicas seja hoje mais resiliente do que era antes da depressão Kristin”.
“Pode, contudo, afirmar-se que o país dispõe atualmente de um conhecimento mais aprofundado das vulnerabilidades evidenciadas por este evento, dos pontos críticos das redes, dos impactos sofridos, dos constrangimentos verificados na reposição dos serviços, da dependência das redes de comunicações eletrónicas face ao fornecimento de energia elétrica, da vulnerabilidade dos traçados aéreos e da necessidade de reforçar a coordenação operacional”, contrapõe.
"Os operadores têm vindo a realizar investimentos destinados ao reforço da robustez e da resiliência das suas redes, procurando aumentar a sua capacidade de resposta a fenómenos meteorológicos extremos e a outras situações de emergência”, prossegue a Autoridade de Comunicações, para rematar que a depressão Kristin “veio, certamente, reforçar a importância de conceber de raiz e desenvolver redes robustas e resilientes capazes de fazer face a este tipo de incidentes que têm ocorrido com cada vez maior frequência”.
c/ Lusa