País
Mais de 500 crianças desapareceram em Portugal nos últimos cinco anos
Nos últimos cinco anos, 532 crianças foram dadas como desaparecidas em Portugal, o que dá uma média de 89 por ano. Os números são do Instituto de Apoio à Criança e foram revelados no dia em que se assinala o Dia Internacional da Criança Desaparecida.
“Entre 2020 e 2025 desapareceram em Portugal 532 crianças. Isto é um número muito elevado. Dá uma média de 89 crianças desaparecidas por ano”, afirmou à RTP Antena1 o presidente do Instituto de Apoio à Criança.
Manuel Coutinho frisa que “não se está a falar de raptos efetuados por terceiros. Estamos essencialmente a falar de crimes de subtração de menores e de fugas da família e das instituições”.
“No entanto, é um número muitíssimo elevado” e que deve levar a uma vigilância de toda a comunidade, escolas, pais e autoridades de prevenção, realça o presidente do Instituto de Apoio à Criança.
Nas declarações à RTP Antena1, Manuel Coutinho chamou também a atenção para os perigos da internet, realçando que é online que muitas crianças iniciam os contactos que podem levar a um eventual desaparecimento.
“A maior parte das crianças que desaparece não é de jardins públicos. Não é da rua. Desaparecem de casa. Os contactos que fazem com o submundo da internet em que se expõe de uma forma muito perigosa. E são esses contactos que fazem com que as crianças se exponham muitas vezes aos predadores”, acrescentou. Segundo o presidente do Instituto de Apoio à Criança esses menores quando “são recuperados já têm danos, muitas vezes situações de maus tratos, abuso sexual, privação, situações muito complexas que todos temos que prevenir”. Linha SOS Criança Desaparecida
Em Portugal, é assegurada pelo Instituto de Apoio à Criança, com o apoio da Polícia Judiciária, garantindo apoio emocional, acompanhamento técnico e articulação com as autoridades competentes em situações de desaparecimento de crianças e jovens.
#BlueForHope
O Instituto de Apoio à Criança associou-se este ano à campanha europeia #BlueForHope, promovida pela Missing Children Europe, associação europeia da qual o IAC é membro fundador.
Uma campanha que convida entidades públicas, organizações e cidadãos a associarem-se à causa através da iluminação de edifícios e monumentos a azul, reforçando a visibilidade desta problemática e a importância da cooperação na proteção das crianças.
Neste âmbito, o Instituto de Apoio à Criança lançou também um convite a municípios, entidades públicas e sociedade civil para que se associem simbolicamente à iniciativa através da iluminação de edifícios e monumentos a azul no próximo dia 25 de maio. A iniciativa já conta com várias manifestações de interesse e respostas favoráveis de diferentes entidades a nível nacional.
"A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro"
A Polícia Judiciária associou-se à campanha "A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro", lançada, esta segunda-feira pela AMBER Alert Europe, em 20 países, no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, com o objetivo de prevenir o desaparecimento de crianças alvo de violência doméstica, uma das causas mais negligenciadas.
“Todos os anos, milhares de crianças desaparecem depois de fugirem de ambientes familiares inseguros. Em muitos casos, os sinais de alerta são visíveis muito antes do desaparecimento, porém são frequentemente ignorados ou mal interpretados pelos adultos que as rodeiam”, lê-se no comunicado enviado pela Polícia Judiciária às redações.
Sinais que se baseiam em investigação científica e em diretrizes nacionais de proteção à infância, tendo sido analisados por especialistas de diferentes áreas em toda a União Europeia e no Reino Unido.
Com esta nova campanha, a AMBER Alert Europe e a Polícia Judiciária apelam aos adultos que interagem regularmente com crianças (professores, treinadores desportivos, vizinhos, profissionais de saúde e outras pessoas de confiança) que reconheçam estes sinais de alerta precoces e ajam antes que a criança sinta que fugir é a única opção.
"A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro" (Home Should Be Safe) foi lançada, simultaneamente, em 20 países e em 14 idiomas: Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Estónia, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Polónia, Portugal, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.Esta abordagem internacional, à qual a Polícia Judiciária se associa, reflete a realidade de que a proteção à infância e os desaparecimentos de crianças não terminam nas fronteiras nacionais.
“No entanto, é um número muitíssimo elevado” e que deve levar a uma vigilância de toda a comunidade, escolas, pais e autoridades de prevenção, realça o presidente do Instituto de Apoio à Criança.
Nas declarações à RTP Antena1, Manuel Coutinho chamou também a atenção para os perigos da internet, realçando que é online que muitas crianças iniciam os contactos que podem levar a um eventual desaparecimento.
“A maior parte das crianças que desaparece não é de jardins públicos. Não é da rua. Desaparecem de casa. Os contactos que fazem com o submundo da internet em que se expõe de uma forma muito perigosa. E são esses contactos que fazem com que as crianças se exponham muitas vezes aos predadores”, acrescentou. Segundo o presidente do Instituto de Apoio à Criança esses menores quando “são recuperados já têm danos, muitas vezes situações de maus tratos, abuso sexual, privação, situações muito complexas que todos temos que prevenir”. Linha SOS Criança Desaparecida
A Linha SOS Criança Desaparecida – 116 000 é uma linha europeia gratuita, confidencial e disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, destinada a apoiar crianças desaparecidas e suas famílias.
#BlueForHope
O Instituto de Apoio à Criança associou-se este ano à campanha europeia #BlueForHope, promovida pela Missing Children Europe, associação europeia da qual o IAC é membro fundador.
Uma campanha que convida entidades públicas, organizações e cidadãos a associarem-se à causa através da iluminação de edifícios e monumentos a azul, reforçando a visibilidade desta problemática e a importância da cooperação na proteção das crianças.
Neste âmbito, o Instituto de Apoio à Criança lançou também um convite a municípios, entidades públicas e sociedade civil para que se associem simbolicamente à iniciativa através da iluminação de edifícios e monumentos a azul no próximo dia 25 de maio. A iniciativa já conta com várias manifestações de interesse e respostas favoráveis de diferentes entidades a nível nacional.
"A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro"
A Polícia Judiciária associou-se à campanha "A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro", lançada, esta segunda-feira pela AMBER Alert Europe, em 20 países, no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, com o objetivo de prevenir o desaparecimento de crianças alvo de violência doméstica, uma das causas mais negligenciadas.
“Todos os anos, milhares de crianças desaparecem depois de fugirem de ambientes familiares inseguros. Em muitos casos, os sinais de alerta são visíveis muito antes do desaparecimento, porém são frequentemente ignorados ou mal interpretados pelos adultos que as rodeiam”, lê-se no comunicado enviado pela Polícia Judiciária às redações.
A campanha, publicada também nas redes sociais da PJ, destaca cinco sinais de alerta, nomeadamente a existência de mudanças repentinas de comportamento, ferimentos inexplicáveis, o facto de estar sempre na defensiva, revelar medo de ir para casa e dificuldade em contar o que se passa com ela.
Sinais que se baseiam em investigação científica e em diretrizes nacionais de proteção à infância, tendo sido analisados por especialistas de diferentes áreas em toda a União Europeia e no Reino Unido.
Com esta nova campanha, a AMBER Alert Europe e a Polícia Judiciária apelam aos adultos que interagem regularmente com crianças (professores, treinadores desportivos, vizinhos, profissionais de saúde e outras pessoas de confiança) que reconheçam estes sinais de alerta precoces e ajam antes que a criança sinta que fugir é a única opção.
"A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro" (Home Should Be Safe) foi lançada, simultaneamente, em 20 países e em 14 idiomas: Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Estónia, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Polónia, Portugal, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.Esta abordagem internacional, à qual a Polícia Judiciária se associa, reflete a realidade de que a proteção à infância e os desaparecimentos de crianças não terminam nas fronteiras nacionais.