Marcus Fernandes executou crimes com "frieza", diz tribunal
O Tribunal da Boa Hora condenou hoje o luso-bra sileiro Marcus Fernandes à pena máxima (25 anos) de prisão pela morte de dois ag entes da PSP, considerando que ele executou os crimes "com frieza" e não mostrou arrependimento.
O acórdão do colectivo de juízes, presidido por Ana Paula Conceição, re fere que Marcus Fernandes vai cumprir 25 anos de prisão, em cúmulo jurídico, por dois crimes de homicídio qualificado e um homicídio na forma tentada contra age ntes da PSP da Amadora, em Março de 2005.
Marcus Fernandes foi condenado parcelarmente a 23 anos de prisão pela m orte do agente António Abrantes, a outros 23 anos de prisão pelo homicídio do ag ente Paulo Alves e a 14 anos de prisão por tentativa de homicídio na pessoa do a gente Pedro Pereira, tendo, em cúmulo jurídico, sido aplicada a pena máxima.
No veredicto, o tribunal deu como provado todos os factos que constavam da acusação do Ministério Público (MP), entendendo que o arguido teve "uma cond uta especialmente censurável e perversa" e "executou os factos (criminosos) com frieza".
O tribunal considerou ainda que o arguido, de 31 anos, teve a "noção cl ara de que matou duas pessoas", mas que, apesar disso, "só pensa em si".
"Não pensou um minuto nas vítimas. Não teve um momento de arrependiment o. A sua consciência não lhe pesa", declarou a juíza Ana Paula Conceição, que cl assificou ainda o homicida como um indivíduo "frio e perverso".
A defesa de Marcus Fernandes anunciou que vai recorrer da decisão.
Os familiares das vítimas mostraram-se conformadas com a decisão, que n ão os surpreendeu. Marcus Fernandes foi acusado da morte de dois polícias e de uma tentati va de homicídio por ter disparado sobre um terceiro elemento da PSP, o agente Pe dro Pereira.
As vítimas mortais foram António Carlos Fernandes Abrantes, 30 anos, na tural da Guarda, e Paulo Jorge de Oliveira Alves, 23 anos, de Rio Tinto, ambos d a esquadra da PSP da Mina, na Amadora.