País
Maria José Nogueira Pinto elogia Cavaco e Sócrates
Maria José Nogueira Pinto associou hoje num elogio o primeiro-ministro José Sócrates e o Presidente Cavaco Silva, afirmando que em 30 anos "foram os que perguntaram pouco e fizeram muito", e deixou em aberto o seu futuro político.
"Os únicos políticos que causaram mais impacto nos últimos 30 anos foram os que perguntaram pouco e fizeram muito: Cavaco Silva e José Sócrates", disse Nogueira Pinto, em entrevista ao Diário Económico.
Questionada sobre se os partidos políticos estão em crise, a ex-autarca considerou que "não se pode separar a crise partidária da crise da sociedade".
Maria José Nogueira Pinto salienta que o que falta na política são emoções e refere que "os únicos políticos que causaram mais impacto nos últimos 30 anos foram os que perguntaram pouco e fizeram muito: Cavaco Silva e José Sócrates".
Sobre a possibilidade de vir a trabalhar com este governo, Nogueira Pinto disse ao DE que "o grosso das suas intervenções foi feito fora dos partidos" e destacou que pode "colaborar profissionalmente com quem entender sem se alienar politicamente".
"Gosto de trabalhar no sector público. Gastar pouco e apresentar resultados. Ideia diferente é pensar-se que, como saí de um partido, posso ir para outro; isso não faz sentido nenhum", disse.
Na entrevista ao Diário Económico, a ex-dirigente do CDS-PP deixou em aberto uma candidatura à Câmara Municipal de Lisboa mas disse que o seu ciclo na autarquia ainda não está fechado.
Maria José Nogueira Pinto - que no final do mês de Março anunciou a sua saída do município lisboeta e do CDS/PP por questões internas do partido - refere que "não sabe quando, nem como voltará" à autarquia.
"Ao longo da minha vida houve um único percurso que ficou em aberto e a que voltei para o encerrar: a Misericórdia. O meu ciclo em Lisboa ficou em aberto. Não sei quando o vou fechar e não me incomoda nada não o saber", adiantou.
Maria José Niogueira Pinto demitiu-se depois de um conturbado Conselho Nacional do CDS-PP, em Março, no qual se discutiu o desafio que Paulo Portas lançou à liderança de Ribeiro e Castro e que terminou com insultos e alegadas cenas de violência entre os conselheiros.
Questionada sobre se ficou surpreendida com o regresso de Paulo Portas ao partido, Maria José Nogueira Pinto disse que "não acha mal".
"Ele saiu porque quis e volta porque quer. Ribeiro e Castro aceitou disputar a liderança, acho que fez mal em ter ido tão depressa. Não fica mal alguma calma a responder aos desafios", disse a ex-autarca.
No entanto, Maria José Nogueira Pinto considera que "o erro foi admitir-se como possível usar-se um partido, de um momento para o outro, para instrumentalizar a vontade de uma minoria", considerando que isso "é gravíssimo".
Sobre o seu regresso ao CDS-PP, Nogueira Pinto adianta não ter nenhum plano.
"Regressar ao CDS, ir para a lapela de Sócrates ou ser candidata como independente nas listas do PS, não tenho esses objectivos. A vida é que nos abre a porta", frisou.
Em entrevista ao Diário Económico, a ex-autarca afirmou concordar com uma possível coligação entre o seu substituto na Câmara, Anacoreta Correia, e Carmona Rodrigues na autarquia "se o programa do CDS for respeitado".
Segundo Nogueira Pinto, o entendimento seria bom para Lisboa porque "em coligação a margem de manobra é muito maior".
A ex-autarca elogiou a prestação do marido, Jaime Nogueira Pinto, no programa da RTP "Grandes Portugueses", considerando que "não havia muitas pessoas dispostas a defender Salazar".
"(...) O meu marido teve uma tarefa ingrata, mas não gostou de o fazer por ser salazarista, mas porque estudou aquele período. O resultado do programa da RTP tem de ser desdramatizado", adiantou ainda Maria José Nogueira Pinto.
Questionada sobre se os partidos políticos estão em crise, a ex-autarca considerou que "não se pode separar a crise partidária da crise da sociedade".
Maria José Nogueira Pinto salienta que o que falta na política são emoções e refere que "os únicos políticos que causaram mais impacto nos últimos 30 anos foram os que perguntaram pouco e fizeram muito: Cavaco Silva e José Sócrates".
Sobre a possibilidade de vir a trabalhar com este governo, Nogueira Pinto disse ao DE que "o grosso das suas intervenções foi feito fora dos partidos" e destacou que pode "colaborar profissionalmente com quem entender sem se alienar politicamente".
"Gosto de trabalhar no sector público. Gastar pouco e apresentar resultados. Ideia diferente é pensar-se que, como saí de um partido, posso ir para outro; isso não faz sentido nenhum", disse.
Na entrevista ao Diário Económico, a ex-dirigente do CDS-PP deixou em aberto uma candidatura à Câmara Municipal de Lisboa mas disse que o seu ciclo na autarquia ainda não está fechado.
Maria José Nogueira Pinto - que no final do mês de Março anunciou a sua saída do município lisboeta e do CDS/PP por questões internas do partido - refere que "não sabe quando, nem como voltará" à autarquia.
"Ao longo da minha vida houve um único percurso que ficou em aberto e a que voltei para o encerrar: a Misericórdia. O meu ciclo em Lisboa ficou em aberto. Não sei quando o vou fechar e não me incomoda nada não o saber", adiantou.
Maria José Niogueira Pinto demitiu-se depois de um conturbado Conselho Nacional do CDS-PP, em Março, no qual se discutiu o desafio que Paulo Portas lançou à liderança de Ribeiro e Castro e que terminou com insultos e alegadas cenas de violência entre os conselheiros.
Questionada sobre se ficou surpreendida com o regresso de Paulo Portas ao partido, Maria José Nogueira Pinto disse que "não acha mal".
"Ele saiu porque quis e volta porque quer. Ribeiro e Castro aceitou disputar a liderança, acho que fez mal em ter ido tão depressa. Não fica mal alguma calma a responder aos desafios", disse a ex-autarca.
No entanto, Maria José Nogueira Pinto considera que "o erro foi admitir-se como possível usar-se um partido, de um momento para o outro, para instrumentalizar a vontade de uma minoria", considerando que isso "é gravíssimo".
Sobre o seu regresso ao CDS-PP, Nogueira Pinto adianta não ter nenhum plano.
"Regressar ao CDS, ir para a lapela de Sócrates ou ser candidata como independente nas listas do PS, não tenho esses objectivos. A vida é que nos abre a porta", frisou.
Em entrevista ao Diário Económico, a ex-autarca afirmou concordar com uma possível coligação entre o seu substituto na Câmara, Anacoreta Correia, e Carmona Rodrigues na autarquia "se o programa do CDS for respeitado".
Segundo Nogueira Pinto, o entendimento seria bom para Lisboa porque "em coligação a margem de manobra é muito maior".
A ex-autarca elogiou a prestação do marido, Jaime Nogueira Pinto, no programa da RTP "Grandes Portugueses", considerando que "não havia muitas pessoas dispostas a defender Salazar".
"(...) O meu marido teve uma tarefa ingrata, mas não gostou de o fazer por ser salazarista, mas porque estudou aquele período. O resultado do programa da RTP tem de ser desdramatizado", adiantou ainda Maria José Nogueira Pinto.