Marques Mendes sai "fresquinho" da campanha e aponta energias para 2009
Marques Mendes encerrou, quinta-feira à noite, a campanha para as eleições directas do PSD, num jantar com 600 militantes nas Caldas da Rainha, onde afirmou estar "fresquinho como uma alface" nesta recta final, preparando-se para as legislativas de 2009.
Numa noite virada para os directos televisivos e em discurso de fecho de campanha, o candidato apelou à unificação do partido e focou a sua intervenção no programa de Governo a apresentar às legislativas de 2009, no fim de uma campanha em que passou o tempo "a falar dos problemas do País" e deixando "questiúnculas internas".
"Adorei esta campanha porque fiz uma campanha pela positiva, não fiz insultos a ninguém, não fiz ataques pessoais", concluiu Marques Mendes, que nunca referiu o nome do seu adversário, Luís Filipe Menezes, nem respondeu às críticas arremessadas pela candidatura adversária, embora tenha reconhecido que "algumas coisas são foram felizes esta semana".
"Se mantivermos esta linha de rumo, se não andarmos aos ziguezagues, estamos em condições de vencer o único desafio que importa, ganhar em 2009 e governar", apontou o candidato.
Neste sentido, Marques Mendes sintetizou os motivos para sexta-feira arrecadar mais votos: "Sou aquele que tem melhores condições para unir porque quem passou o tempo a dividir não tem agora condições".
"Se alguém quiser um líder diferente que perca tempo cá dentro em vez de se concentrar lá fora, esse líder não sou eu; se quiserem um líder que passe o tempo a mudar de opinião, esse líder não fui eu; se quiserem um líder para dividir em vez de unir, esse líder não sou eu", rematou.
À semelhança de Durão Barroso, Marques Mendes prometeu "levar a Comissão Política Nacional a reunir nos vários distritos, a começar pelo Porto".
Depois de arrancar em Pombal, o candidato escolheu as Caldas da Rainha para terminar a campanha, por pertencerem ao "único distrito em que a bandeira social-democrata esteve em primeiro lugar", quando o socialista José Sócrates venceu em 2005 as eleições legislativas.
O jantar de encerramento de campanha de Marques Mendes passou à última da hora de 400 para 600 militantes, obrigando a organização a colocar mais mesas e cadeiras para que os militantes pudessem ouvir o ainda actual líder do partido, cingindo-se à presença de notáveis como o eurodeputado Carlos Coelho, seu director de campanha, e do presidente da Associação Nacional de Freguesias, Armando Vieira.