Media Markt admite pedir indemnização a associação dos escuteiros
Lisboa, 13 Fev (Lusa) - A Media Markt admitiu hoje a possibilidade de pedir uma indemnização à Associação dos Escoteiros de Portugal por esta ter interposto uma providência cautelar já depois da empresa ter suspendido a campanha publicitária "Eu é que não sou parvo".
Em comunicado, a administração da empresa qualifica de "inesperada" a providência cautelar, salientando que ocorreu "depois da suspensão" e depois de estabelecida a "via do diálogo" com o Corpo Nacional de Escutas (CNE).
A empresa reafirma que "nunca teve intenção de ofender o bom-nome e o crédito de qualquer pessoa singular ou colectiva", frisando ter adoptado "uma postura de diálogo" com as corporações e associações de escuteiros.
No entanto, a Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), que também havia repudiado e pedido a suspensão da campanha, assegurou à Lusa que "os pressupostos que motivaram as acções" junto dos "tribunais e da tutela, mantém-se", mesmo com a suspensão da campanha.
Já o CNE detalhou que aguarda "oportunidade de nova reunião" com a administração da empresa para "acompanhar a evolução deste processo", depois de ter remetido um ofício à empresa denunciando a campanha "clara, objectiva e intoleravelmente ofensiva para os 80.000 escuteiros portugueses e suas famílias".
A campanha publicitária televisiva da Media Markt foi suspensa, prosseguindo de forma "menos caricaturada", segundo fonte da empresa, depois de "um consenso" obtido com o CNE.
"A Media Markt ainda não pensou como prosseguirá a campanha", afirmou a fonte, assegurando que será "menos caricaturada" e "mais suave".
Além da personagem do escuteiro, a campanha apresentava outros três "cidadãos da Parvónia" de visita a Portugal, anunciados como o presidente e a miss deste país imaginário e ainda um general, e referia: "todos os cidadãos da Parvónia têm como principal característica a sua parvoíce. São desligados do mundo, vivem no antigamente e basicamente...são parvos!".
JPS.
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