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Metro de Lisboa terá 16 novas estações até 2010

Metro de Lisboa terá 16 novas estações até 2010

A futura Linha das Colinas, com conclusão prevista para 2010, vai percorrer 16 novas estações nos bairros históricos e no centro de Lisboa e assinala uma inovação no financiamento com uma parceria público-privada, anunciou hoje o Metro.

Agência LUSA /

O plano de expansão da rede, apresentado no âmbito das comemorações do 45ºaniversário do Metropolitano de Lisboa, destaca a Linha das Colinas pela inovação a nível de financiamento, tecnologia e pelo facto de constituir a primeira circular interna de transportes colectivos no centro da cidade.

A nova linha, com 8,5 quilómetros e 16 estações, pretende dar mais condições de mobilidade às zonas históricas de Lisboa e ligar as colinas da cidade.

A Linha das Colinas tem terminais em duas estações ainda não construídas - Santa Apolónia e Campo de Ourique - e pára também na Estrela, São Bento, Academia das Ciências, Príncipe Real, Avenida (ligação à linha azul), Campo dos Mártires da Pátria, Gomes Freire, Estefânia, Arroios (ligação à linha verde), Paiva Couceiro, Penha de França, Sapadores, Graça e Cerca Moura.

O percurso total vai demorar 22 minutos, estimando-se uma oferta diária total de 43.120 lugares em cada sentido.

O traçado da linha exige que seja adoptado um sistema mais ligeiro e automatizado, para ultrapassar restrições como os grandes declives entre as colinas, o cruzamento com outras linhas de metro e a passagem por zonas densamente edificadas.

A solução deverá passar, segundo o presidente do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, por um "metro sobre pneus".

O investimento previsto - 350 milhões de euros - vai ser suportado com recurso a uma parceria público-privada, uma novidade na história do Metro, que até agora tem recorrido apenas aos fundos comunitários, estatais e próprios.

O concurso público para o lançamento da nova linha vai ser aberto no último trimestre do próximo ano e e prevê-se que esteja concluída em 2010.

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mexia, afirmou na cerimónia que este plano de expansão "consagra o carácter urbano deste meio de transporte, facilitando a mobilidade na cidade".

O governante salientou ainda a importância da Linha das Colinas para uma "zona que enfrenta a desertificação devido às dificuldade de acesso e de estacionamento e à falta de transportes públicos" e sublinhou o contributo desta linha para a reabilitação dos bairros históricos que viram a sua população diminuir 21 por cento entre 1991 e 2001.

Somando as obras em curso, as que estão em projecto e as que se encontram em estudo, o Metropolitano praticamente duplica até 2010 a sua extensão, passando de 35 para 60 quilómetros, e o número de estações que cresce de 48 para 80.

O investimento ascende a 1,4 mil milhões de euros, contabilizando o montante necessário para as obras em curso (634,5 milhões de euros) e os novos investimentos (795 milhões de euros).

Das obras em curso destacam-se os troços Baixa-Chiado/Santa Apolónia e Alameda/São Sebastião.

O prolongamento da linha azul até Santa Apolónia deve estar concluído no primeiro trimestre de 2006 e tem um custo estimado de 284 milhões de euros.

A extensão inclui uma estação intermédia no Terreiro do Paço e vai assegurar ligação ao transporte ferroviário (Santa Apolónia) e fluvial (Terreiro do Paço).

As obras avançam também no troço Alameda/São Sebastião cuja conclusão se prevê em finais de 2007.

Esta extensão, que vai custar 152 milhões de euros, entra em serviço no primeiro semestre de 2008, em simultâneo com o prolongamento para Campolide (mais 45 milhões de euros).

O troço Oriente-Aeroporto (linha vermelha) está ainda em projecto e só deve estar pronto no final de 2007.

Com um custo estimado de 190 milhões de euros, o prolongamento vai servir o Aeroporto de Lisboa e inclui duas novas estações - Moscavide e Encarnação - que vão servir cerca de 100 mil habitantes.

Em estudo encontra-se o troço Aeroporto-Lumiar (investimento de 135 milhões de euros) da linha vermelha que terá duas novas estações, na Alta de Lisboa e Lumiar, fazendo a ligação à linha Amarela.

O fim das obras está previsto para 2009.

Um ano antes prevê-se que seja concluído o troço Rato- Alcântara (linha amarela) que tem três novas estações - Estrela, Infante Santo e Alcântara - e assegura o interface com a linha de Cascais. O custo deverá atingir 140 milhões de euros.

Para 2010 antecipa-se a conclusão do troço Campolide-Campo de Ourique (linha vermelha) que vai custar 80 milhões de euros.

Com duas novas estações - Amoreiras e Campo de Ourique - este troço destina-se a servir as zonas tradicionais e estabelecer ligação com a Linha das Colinas.

RCR.

Lusa/Fim


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