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Militância de Sócrates na JSD prova grandeza do PSD, diz Miguel Relvas

Militância de Sócrates na JSD prova grandeza do PSD, diz Miguel Relvas

O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, considerou que o facto de o novo líder do PS, José Sócrates, ter militado na Juventude Social-Democrata é uma prova da grandeza dos sociais-democratas.

Agência LUSA /
Lusa

"O PSD é um partido tão grande que até a Juventude Social- Democrata foi capaz de gerar o líder do maior partido da oposição (José Sócrates), que foi militante da JSD", afirmou hoje Miguel Relvas.

O secretário-geral dos sociais-democratas falava ao princípio da noite na posse dos novos órgãos dirigentes do PSD do distrito da Guarda, presididos pela deputada Ana Manso, recentemente reeleita para o cargo.

"Saúdo o facto de o PS passar ter quem o represente e (o facto de) o PS, ao fim de três meses, passar a discutir o país, porque é importante que exista oposição", frisou.

"Sabemos que o PS oscila entre a dúvida metódica do engenheiro Guterres, que pensava e não fazia, a dúvida metafísica de Ferro Rodrigues, que não sabia o que fazia, e agora passámos a ter a dúvida socrática do novo líder do PS, que só sabe que nada sabe", ironizou.

Miguel Relvas disse acreditar que o PS vai a partir de agora "criar condições para entendimentos" em vários sectores, entre os quais a Justiça.

Sublinhou que o PSD não quer ter a responsabilidade governativa "contra uma parte significativa da sociedade portuguesa" e salientou que algumas reformas importantes para o país exigem consensos.

Uma das reformas necessárias é na área da Educação, exemplificou Miguel Relvas, reconhecendo que o inicio do ano lectivo - com os atrasos na divulgação da lista de colocação de professores - não correu bem para o governo.

Miguel Relvas observou ainda que os sinais da economia dão actualmente "confiança e esperança para olharmos com optimismo para o futuro".

Defendeu a criação de condições para que a relação entre a administração e os cidadãos "seja cada vez mais próxima, em que se privilegie a qualidade e a eficiência" sublinhando que os cidadãos "têm o direito de exigir porque pagam impostos. Têm um papel de reivindicação perante o Estado".

Uma das prioridades próximas dos sociais-democratas, sublinhou o secretário-Geral do PSD, é o de vencerem as eleições autárquicas no concelho da Guarda, presidido desde as primeiras eleições autárquicas democráticas pelo PS.

"Dificilmente alteraremos o quadro desta região se não formos capazes de ganhar as eleições no concelho da Guarda porque é a partir da dinâmica que conseguirmos criar no concelho da Guarda que vamos criar um modelo de desenvolvimento adequado a esta região, mais justo e equilibrado", afirmou.

Miguel Relvas disse que quer um PSD mais forte, mais atractivo, mais próximo das pessoas, e criar condições para que não se "feche sobre si mesmo".

Realçou que os momentos mais difíceis na história do partido foram aqueles em que "o PSD se fechou, em que foi autista, arrogante, em que se distanciou das pessoas".

A cerimónia de posse dos órgãos distritais do PSD da Guarda ficou marcada pelo abandono da sala do Secretário Distrital dos Trabalhadores Sociais-Democratas (TSD), Alexandre Monteiro.

O dirigente disse à agência Lusa que tomou aquele posição porque a líder distrital do partido, Ana Manso, "dirigiu-se a todos as organizações e responsáveis do PSD no distrito mas nunca aos TSD".

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