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Militares da GNR viram costas à ministra em protesto
Em protesto, vários militares da GNR viraram as costas à ministra da Administração Interna contra "os gastos desnecessários com a organização da cerimónia que assinala o 106.º aniversário da corporação". Uma cerimónia que decorre na Praça do Império, em Lisboa.
Os militares, vestidos com camisolas pretas, viraram as costas quando o comandante-geral da Guarda Nacional Republicana e a ministra da Administração Interna discursavam.
Um protesto numa iniciativa conjunta da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) e da Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG),
"Numa altura em que falta tudo na GNR, este tipo de cerimónias é excessivo", disse o presidente da APG, César Nogueira. Para este responsável, seria dispensável os gastos de milhares de euros com a cerimónia quando, alega, é necessário melhorar as condições de serviço e a qualidade de vida dos militares.
César Nogueira diz que na GNR "falta tudo": meios humanos, veículos, coletes à prova de bala e até mesmo algemas. Material que, muitas vezes, acrescenta, tem de ser compradas pelos elementos da corporação.
A APG e a ANSG vão também realizar no dia 24 uma manifestação em Lisboa contra o Estatuto Profissional da GNR, que entrou em vigor a 01 de maio. Reportagem Jornal da Tarde