Ministério da Educação vai investigar caso de Mirandela
O inquérito interno da Escola EB2/3 Luciano Cordeiro, de Mirandela, sobre o desaparecimento de um jovem de 12 anos na passada terça-feira, não foi “totalmente conclusivo”, revelou a ministra da Educação. Isabel Alçada anunciou que a Inspecção-geral de Educação vai conduzir um novo inquérito.
Isabel Alçada referia-se ao inquérito que a Escola EB2/3 Luciano Cordeiro enviou, hoje, à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) sobre o desaparecimento de um adolescente de 12 anos, depois de se ter atirado ao rio Tua na sequência de alegadas agressões de que foi alvo por parte dos colegas da escola.
Para a governante é "necessária mais informação" sobre o que se passou e para tal "já se encontra no estabelecimento de ensino um inspector da Inspecção-geral de Educação a recolher mais elementos que permitam uma clarificação total do que se passou".
"Sentimos que necessitamos de aprofundar e clarificar melhor o que se passou", frisou a ministra da Educação, sublinhado "que é necessário sabermos o que aconteceu, para podermos actuar, mas também precisamos de identificar o que se passou para trás, em que circunstâncias é que aquela escola trabalha para podermos dar uma solução consistente".
"Nós estamos a fazer um trabalho de apuramento de factos para podermos tirar uma conclusão séria", disse.
Escolas vão ter mais poder para lidar com "bullying"
A ministra da Educação referiu que a segurança nas escolas é, "sem dúvida", uma prioridade para o Governo, no entanto, admite a necessidade de dar mais meios e autoridade às escolas.
Segundo Isabel Alçada, "o Gabinete de Segurança do Ministério da Educação conta com 585 pessoas preparadas pela GNR e pela PSP para actuar nas escolas e intervir imediatamente em caso de violência ou agressão e o Ministério recolhe diariamente toda a informação sobre as ocorrências nas escolas".
"Isso é importante para que o Gabinete de Segurança possa enviar recursos para ajudar as comunidades escolares", sublinhou.
"No momento em que as coisas acontecem tem de se actuar de uma forma eficaz, controlando os alunos com os mecanismos que existem. Os adultos estão nas escolas e actuam parando as situações e, no quadro de procedimentos disciplinares, castigando os alunos, para que eles se sintam que não podem repetir", rematou.
Buscas prosseguem no Tua
As buscas para encontrar o jovem de 12 anos prosseguem uma semana depois mas agora com um efectivo mais reduzido.
Leandro desapareceu há uma semana no rio Tua, junto ao parque de merendas da Mirandela, para onde se deslocou na companhia de outros jovens.
Além do inquérito aberto pelo Ministério da Educação, foi instaurado um outro inquérito judicial, a cargo do Ministério Público, que delegou na PSP de Mirandela a sua condução, cabendo ao procurador avaliar as diligências.