Ministério da Educação volta a adiar prazo para entrega das correções dos exames nacionais

Ministério da Educação volta a adiar prazo para entrega das correções dos exames nacionais

Em comunicado, o Ministério da Educação adianta que a classificação dos exames irá continuar na quarta-feira "de forma a garantir todas as condições de rigor".

RTP / Adicionar como fonte informativa
Filipe Silva - RTP

"De acordo com o EduQA, e de forma a garantir todas as condições de rigor exigidas no processo de avaliação externa, na quarta-feira prosseguirá a classificação dos exames que não estejam classificados até ao final do dia de hoje", lê-se na comunicação enviada às redações.

O prazo terminada esta terça-feira, mas até ao momento estão corrigidas 98 por cento das respostas. "Esta percentagem terá ainda evolução ao longo das próximas horas", pode ler-se. 

A decisão de adiar por mais um dia o prazo para a correção das provas "não põe em causa a afixação das pautas na sexta-feira, existindo margem temporal suficiente para executar as etapas necessárias entre o fecho do processo de classificação e a afixação dos resultados nas escolas na sexta-feira, dia 17".

O Ministério explica que os 2% de respostas que ainda falta classificar resultam de um processo de verificação e validação das provas após terem sido identificadas situações "de folhas mal digitalizadas ou não digitalizadas, assim como de provas não entregues pelas escolas às forças de segurança". 

Por isso, estes 2% são casos de "novas digitalizações de folhas ou de provas de alunos" por deteção de falhas de digitalização, "reclassificações de itens já antes avaliados pelos professores classificadores, por correção de uma folha de enunciado ou de continuação na prova do aluno" ou ainda "entregas tardias, pelas escolas, de provas de alunos que deveriam ter sido devidamente entregues às forças de segurança".

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação sublinha que, em nome da confiança e transparência, irá tornar "simples e rápido o acesso dos alunos às suas provas digitalizadas, permitindo-lhes verificar a integridade das suas provas e conhecer as suas classificações".

"Esse acesso será concedido através das escolas, uma vez que o anonimato dos exames apenas pode ser quebrado nas escolas, não havendo forma de, centralmente, fazer corresponder os números convencionais das provas e a identidade dos alunos", acrescenta. 

O Ministério adianta ainda que as escolas vão receber um documento com todas as orientações sobre como será dado este acesso aos alunos, sem especificar quando. 
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